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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Trânsito no limite 4

Esse assunto de trânsito é realmente vasto. Tem tanta coisa errada, mas o pior de tudo é se dar conta que temos engenheiros de tráfego, coordenadores, ou seja, pensadores, pessoas que imaginam como podem melhorar o trânsito nas nossas ruas. As vezes uma solução simples resolveria o problema, mas dependendo do interesse, são escolhidas as soluções mais estúpidas.

Porém, para não criar um post interminável escolhi mais alguns pontos para serem apresentados e encerrar o assunto sobre problemas no trânsito. O pior deles na minha opinião, a permissão para acessar ruas a esquerda de avenidas. Como exemplo, av. Azenha, defronte a antiga casa catraca, uma região repleta de bancos, comércio, mercadinhos, quase que sem nenhuma residência, cheio de paradas de ônibus, lotação , etc... e neste ponto onde estou falando, existe uma permissão para conversão à esquerda, nessa rua Barão do triunfo. Acontece que o trânsito é pesado, intenso, cheio de ônibus como já disse, ou seja, o fluxo quase não para, e uma pessoa que decide dobrar a esquerda ali, vai obrigar os motoristas que transitam na mesma pista a trocar de pista, gerando o engarrafamento. Em seguida vai ter um ônibus parado, uma lotação. Daí é buzinaço, e confusão na certa. Agora a questão é, porque se permite essa conversão? O benefício de um e o prejuízo de mil? Além desses existem milhares de outros pontos de conversão à esquerda, como se fazer a volta na quadra e cruzar no sinal mais próximo fosse uma tortura.

O segundo pior, na minha classificação, são as permissões para estacionamento em algumas grandes avenidas de grandes cidades. Como nosso foco é Porto Alegre, cito, Protásio, Farrapos, Wenceslau Escobar, Oswaldo Aranha, Cavalhada, Nonoai, Ipiranga, Bento Gonçalves e outras maiores ou menores em tamanho ou fluxo. Não consigo entender que uma pessoa projete uma avenida desse tamanho pensando, aqui vamos abrir um banco e os clientes vão estacionar aqui. Os carros, as lotações desviam, atrapalham o fluxo e dane-se. As vezes fico me perguntando o porque de algumas ruas que tem 3 pistas terem as 3 asfaltadas, visto que uma é praticamente exclusiva para estacionamento. Se poderia economizar esse valor, visto que estacionamento é uma das práticas que menos desgasta o asfalto. Sem falar que da mesma forma, poderiamos usar essa terceira pista para escoamento do fluxo, ou para ônibus que acabam por andar na pista do meio, sobrando para os carros somente a pista da esquerda (quando não tem aqueles ônibus "RÁPIDA" que adoram circular SOMENTE pela pista da esquerda).

O terceiro, não menos importante, mas muito mais criticado por pessoas com quem já comentei, mas que mesmo assim decidi dividir, se refere as linhas de transporte público, seja ônibus ou lotação. No meu entendimento, as avenidas de grande porte, que geralmente carregam todo o tráfego destes veículos, além de taxis, carroças, papeleiros, etc... poderiam aliviar o trânsito, deixando de permitir veículos como ônibus e lotações, pelo simples motivo de que o número de pessoas que usa estes veículos não mora nessas avenidas. Normalmente essas vias são repletas de lojas, oficinas, bancos, bazares, jornaleiros, boates (no caso da Farrapos), escolas de idiomas, médicos, dentistas, etc... ou seja, as pessoas que usam esse transporte para ir para casa ou para o trabalho, moram em ruas próximas a essas grandes avenidas, e na minha opinião, os ônibus /transporte público em geral deveriam circular menos por avenidas grandes e mais por ruas menores, pois em avenidas grandes temos 300 ônibus passando ao mesmo tempo, e diversos deles indo para os mesmos lugares. E no final, a pessoa tem de descer e ainda caminhar algumas quadras para chegar ao seu destino. Em resumo, as avenidas de grande porte como a perimetral por exemplo, devem ser para o escoamento de grande fluxo de carros (a maioria da frota pagadora de imposto) e não de ônibus, caminhões ou outro tipo de veículo de grande porte.

Sugira, dê exemplos.

E depois eu que sou saraiva.





segunda-feira, 29 de junho de 2009

Transito no limite




Outro dia escrevi um mail para a Zero Hora, questionando o porque de eles fazerem matérias em seu jornal que apresentavam problemas e nao apresentavam soluções ou opiniões de entendidos no assunto.

Estou falando da reportagem trânsito no limite, que por uma semana discutiu e apresentou dificuldades que os porto alegrenses encontram no trânsito todos os dias.

Tenho reparado que algumas práticas que já existem poderiam ser adaptadas em nossa cidade e traria melhoras para todo mundo, mas sempre tem quem não concorde, ou quem defenda como por exemplo, as carroças. Sempre tem um Paulo Santana da vida para defender estes que querendo ou não, sabendo ou não, atrapalham o trânsito e muito.

Vou citar apenas alguns exemplos, como a avenida perimetral, que foi citada na matéria da Zero Hora. Uma avenida que possui dezenas de sinaleiras, cruzamentos críticos com outras avenidas de grande fluxo, mas que está a disposição de caminhões de grande porte, carroças, papeleiros que andam na contra-mão ou estaciona seu carrinho na rua para revirar o lixo atrás do que procura, sem se preocupar se todo o trânsito terá ou não de desviar do seu carrinho.

Poderia nossa EPTC proibir o trânsito de veículos com PBT maior que 6 toneladas dentro do perímetro urbano, como se faz em SP. Imagine um caminhão de 20 ou 30 toneladas de capacidade andando na sua rua, arrancando fios, derrubando galhos, e deteriorando a pavimentação das ruas, olhe para o lado quando estiver dirigindo, na sua frente tem um caminhão, ao seu lado um ônibus, atrás uma lotação, só veículo pesado...

Poderia nossa EPTC acabar com os acessos à esquerda em grandes avenidas da nossa cidade, visto que tal prática atrapalha tanto os que querem seguir pela via e tem que desviar deste veículo, ou poderia este cidadão realizar um contorno no quarteirão e acessar a via que ele deseja, sem atrapalhar ninguém...

Tudo isso ocorre nesta mega avenida, sem falar que placa de proibido parar ou estacionar com certeza deve ter outro significado, mas segundo a EPTC "eles não podem estar em todos os locais ao mesmo tempo" embora nunca sejam vistos em lugar nenhum.


E depois eu que sou saraiva.