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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim 2

A fonte de inspiração para os posts que eu escrevo são as bobagens que eu escuto na televisão ou leio nos jornais. Digo bobagens porque na minha opinião existem assuntos muito mais importantes para o coletivo.

Por exemplo, hoje na televisão, vi os apresentadores e os comentaristas falarem sobre um cidadão que estava trafegando na BR 116 com sua família, e estavam algumas crianças em pé nos bancos, sem cinto. Primeiro que chamar aquilo de carro já era para se ofender. Quando digo que são os carros velhos que tem que ter fim, entendo que eles são grandes responsáveis por engarrafamentos, por acidentes, por mortes, simplesmente porque as pessoas que os compram, juntam tudo o que tem para fazê-lo, e não tem condições de pagar mais por segurança nos seus carros. O culpado disso é o legislativo e o executivo que permitem.

Gozado que não vejo o Sr. Lasier Martins, dizendo que é perigoso ou ato criminoso, uma criança dirigir uma carroça na BR 116. Claro, para dirigir carroça, não se tira carteira de motorista, não se tem luz de freio, não se tem placa, o pneu pode estar careca, não precisa triângulo ou estepe, tampouco precisa pagar pedágio ou IPVA. E não satisfeitos com isso, ainda tem jornalista do mesmo programa que faz reportagem e viaja junto com os carroceiros pela estrada, como se isso fosse importante para ser noticiado em um jornal.

Para perguntar se eu quero ter direito a ter arma de fogo ou a ter 4 anos pra presidente eu tenho que votar no plebiscito, mas porque não me perguntam se eu quero conviver com carroças pelas ruas? Ou ter que desviar de carrinhos de papeleiros na PERIMETRAL as 18 horas, porque eles andam na contramão? Ou desviar de uma carroça parada numa via de grande circulação estacionada numa placa de proibido parar e estacionar? A lei não é igual para todos?


Claro que vai ter um idiota que vai dizer, coitados, eles dependem disso pra viver, eles coletam as coisas da rua para vender. Mas porque não se manifestam assim também em defesa das datilógrafas, dos afiadores de faca ambulantes, dos alfaiates, sapateiros, lavadeiras, lambe-lambes e outros tantos que já se foram.

Ah, falando em carroça, o cocô do seu cachorro você tem que juntar, porque tem multa, mas a bosta de cavalo na rua não tem necessidade, pode sujar a vontade.

Ainda bem que para ver esse tipo de matéria eu ainda posso mudar o canal.

Carroça e Lasanha (carro velho, todo remendado de massa plástica)
ISSO TEM QUE TER FIM!!!!!!!!


Seu Saraiva deseja a todos um feliz 2010! Sem carroças!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Transito no limite




Outro dia escrevi um mail para a Zero Hora, questionando o porque de eles fazerem matérias em seu jornal que apresentavam problemas e nao apresentavam soluções ou opiniões de entendidos no assunto.

Estou falando da reportagem trânsito no limite, que por uma semana discutiu e apresentou dificuldades que os porto alegrenses encontram no trânsito todos os dias.

Tenho reparado que algumas práticas que já existem poderiam ser adaptadas em nossa cidade e traria melhoras para todo mundo, mas sempre tem quem não concorde, ou quem defenda como por exemplo, as carroças. Sempre tem um Paulo Santana da vida para defender estes que querendo ou não, sabendo ou não, atrapalham o trânsito e muito.

Vou citar apenas alguns exemplos, como a avenida perimetral, que foi citada na matéria da Zero Hora. Uma avenida que possui dezenas de sinaleiras, cruzamentos críticos com outras avenidas de grande fluxo, mas que está a disposição de caminhões de grande porte, carroças, papeleiros que andam na contra-mão ou estaciona seu carrinho na rua para revirar o lixo atrás do que procura, sem se preocupar se todo o trânsito terá ou não de desviar do seu carrinho.

Poderia nossa EPTC proibir o trânsito de veículos com PBT maior que 6 toneladas dentro do perímetro urbano, como se faz em SP. Imagine um caminhão de 20 ou 30 toneladas de capacidade andando na sua rua, arrancando fios, derrubando galhos, e deteriorando a pavimentação das ruas, olhe para o lado quando estiver dirigindo, na sua frente tem um caminhão, ao seu lado um ônibus, atrás uma lotação, só veículo pesado...

Poderia nossa EPTC acabar com os acessos à esquerda em grandes avenidas da nossa cidade, visto que tal prática atrapalha tanto os que querem seguir pela via e tem que desviar deste veículo, ou poderia este cidadão realizar um contorno no quarteirão e acessar a via que ele deseja, sem atrapalhar ninguém...

Tudo isso ocorre nesta mega avenida, sem falar que placa de proibido parar ou estacionar com certeza deve ter outro significado, mas segundo a EPTC "eles não podem estar em todos os locais ao mesmo tempo" embora nunca sejam vistos em lugar nenhum.


E depois eu que sou saraiva.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Idade, responsabilidade e permissões


Semana passada estive dirigindo bastante, mas tive bastante tempo para observar algumas coisas. Por exemplo, carroças e aqueles carrinhos de papeleiros, que tanto dou contra, por achar que atrapalham o trânsito, e que tantas pessoas, inclusive colunistas de jornal são a favor, por entenderem que é o único meio de vida que essas pessoas possuem.

Não concordo, pois acho que milhares de pessoas são prejudicadas em benefício de uma ou outra família, mas o que vi foram outras coisas. Vi diversas carroças e carrinhos de papeleiros estacionados em locais com placas de proibido parar e estacionar, andando na contramão, passando em sinal vermelho, mas o principal, sendo dirigida por crianças, menores de idade, e que teoricamente não tem permissão para dirigir, as vezes para votar, mas não para dirigir.

É difícil de entender, pois teoricamente as leis são para todos, os direitos deveriam ser iguais, mas as obrigações também. O pior é que pagamos impostos para termos segurança, guarda de trânsito, ruas em condições, e cada vez menos podemos usufruir dessas coisas.

E ainda os jornais fazendo reportagens dizendo que é uma tortura cruzar as avenidas, que se leva tanto tempo para andar de um ponto a outro, mas identificar as falhas e mostrar as verdades, isso eles não fazem. Tenho certeza que todos os leitores já sabiam que não dava para andar nessas ruas, não foi novidade.

E depois eu que sou saraiva.

as fotos foram pesquisadas no site
http://tristepoa.zip.net