quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim 2

A fonte de inspiração para os posts que eu escrevo são as bobagens que eu escuto na televisão ou leio nos jornais. Digo bobagens porque na minha opinião existem assuntos muito mais importantes para o coletivo.

Por exemplo, hoje na televisão, vi os apresentadores e os comentaristas falarem sobre um cidadão que estava trafegando na BR 116 com sua família, e estavam algumas crianças em pé nos bancos, sem cinto. Primeiro que chamar aquilo de carro já era para se ofender. Quando digo que são os carros velhos que tem que ter fim, entendo que eles são grandes responsáveis por engarrafamentos, por acidentes, por mortes, simplesmente porque as pessoas que os compram, juntam tudo o que tem para fazê-lo, e não tem condições de pagar mais por segurança nos seus carros. O culpado disso é o legislativo e o executivo que permitem.

Gozado que não vejo o Sr. Lasier Martins, dizendo que é perigoso ou ato criminoso, uma criança dirigir uma carroça na BR 116. Claro, para dirigir carroça, não se tira carteira de motorista, não se tem luz de freio, não se tem placa, o pneu pode estar careca, não precisa triângulo ou estepe, tampouco precisa pagar pedágio ou IPVA. E não satisfeitos com isso, ainda tem jornalista do mesmo programa que faz reportagem e viaja junto com os carroceiros pela estrada, como se isso fosse importante para ser noticiado em um jornal.

Para perguntar se eu quero ter direito a ter arma de fogo ou a ter 4 anos pra presidente eu tenho que votar no plebiscito, mas porque não me perguntam se eu quero conviver com carroças pelas ruas? Ou ter que desviar de carrinhos de papeleiros na PERIMETRAL as 18 horas, porque eles andam na contramão? Ou desviar de uma carroça parada numa via de grande circulação estacionada numa placa de proibido parar e estacionar? A lei não é igual para todos?


Claro que vai ter um idiota que vai dizer, coitados, eles dependem disso pra viver, eles coletam as coisas da rua para vender. Mas porque não se manifestam assim também em defesa das datilógrafas, dos afiadores de faca ambulantes, dos alfaiates, sapateiros, lavadeiras, lambe-lambes e outros tantos que já se foram.

Ah, falando em carroça, o cocô do seu cachorro você tem que juntar, porque tem multa, mas a bosta de cavalo na rua não tem necessidade, pode sujar a vontade.

Ainda bem que para ver esse tipo de matéria eu ainda posso mudar o canal.

Carroça e Lasanha (carro velho, todo remendado de massa plástica)
ISSO TEM QUE TER FIM!!!!!!!!


Seu Saraiva deseja a todos um feliz 2010! Sem carroças!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim


Que me perdoem o Lasier Martins e a Rosane de Oliveira. Mas não aguento mais ouvir falar em acidentes, em feriado prolongado, em violência no trânsito. Sinceramente não concordo com isso, e principalmente com o que disseram os dois anteriormente citados. O primeiro disse que se não existisse a campanha, os números seriam maiores, e a segunda disse que os pardais e lombadas fora de circulação seriam um presente de natal para os infratores.

Eu não gosto de confundir as coisas. Uma coisa é existirem leis, outra coisa é existir respeito. O que falta para nosso povo não é lei, é respeito. Pardal e lombada, todo mundo sabe onde fica, portanto não concordo que o pessoal espere esse dia para acelerar seus carros e querer se matar no feriado de natal.

O que precisa ter fim, é carro velho, carro sem manutenção, carro todo quebrado. Isso sim provoca acidente, e nem precisa ser em alta velocidade. Quantas vezes vemos na freeway carros sem a menor condição de trafegar, andando a 80 ou 90 km/h, chacoalhando tudo, sem freio (sempre vemos um que invadiu uma casa, matou não sei quantos), com a porta amarrada, sem farol ou sinaleiras, sem luz de freio. Reparem nos jornais, sempre que temos uma tragédia, tem um fusca, uma brasília, um corcel, um chevette. Mas estamos sempre lendo que o vilão foi um audi, que passou a 15o, um bmw que foi multado a 160 km/h. Mas sempre somente foram multados, não mataram ninguém, não invadiram nenhuma casa, porque são novos, são modernos.

O que precisa ter fim é a falta de respeito dos organismos públicos, que não dão manutenção nas estradas, nas vias de acesso. Essa semana viajei pela BR 386, e não tem uma linha pintada no chão. Fica tudo preto, com farol desregulado no rosto, não se sabe se está na pista da direita ou esquerda, mas daí se acontece um acidente, ninguém vai dizer que o governo não pintou as linhas da estrada, ou não colocou os retrorrefletores (olho de gato). Isso sim tem que ter fim.

Veja como as coisas tem ângulos diferentes, e como é fácil apenas dizer que as pessoas correm. Lembro que em 1976, na freeway se podia guiar a 120 km/h, de fusca, de brasília e de corcel, sem cinto, sem abs, sem pneu tubeless, ou seja, sem segurança nenhuma, e hoje, que temos tudo... temos que andar a 80.

Se as pessoas tivessem educação, nem precisava pardal.

E depois eu que sou saraiva.

Drummond


Como diria seu pfeifer, isso é uma xinelagem!!!!

Ter que dar como notícia no jornal da globo que vândalos ou ladrões roubaram o óculos da estátua do poeta no rio de janeiro pela milésima vez. E claro, ao invés de dar punição, exemplo, nada, vão colocar uma câmera, para depois dizer que as imagens não falam por si, ou não valem como prova de roubo ou vandalismo. Esse é o país do futuro!!! Só não sei de quem!!!!

É triste, mas fazer o que? Eu já faço a minha parte, doando espontaneamente 1/3 do meu salário com impostos, e sem ter nada em troca, pois preciso pagar por planos de saúde, por segurança privada, seguro para carro, escola para meu filho, faculdade ou pós privada para mim, e ainda tenho que ouvir que roubaram o óculos de novo....

Vai ver que é porque as cadeias estão cheias de pessoas que tomaram um cálice de vinho no almoço, ou uma cerveja no happy hour, não sobra espaço para quem é vândalo ou ladrão.

Vai ser bacana de ver essas coisas na época da copa, até porque nos últimos 40 anos, sempre vi as coisas somente piorarem.

E depois eu que sou saraiva.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Que venha a copa!

Espetáculo!!!!

Que imagens ontem na final do futebol! Torcida invadindo, batendo, depredando... Antes a tragédia já tinha sido anunciada, quando no RJ, eram 20 mil torcedores para comprar 5 mil ingressos....

O cara que tomou o tiro de borracha é notícia, mas não por ter invadido, jogado banco de reservas no policial, batido com tripé de repórter, mas por ter tomado o tiro. O policial carregado não, ele tava trabalhando, tem mais que ser agredido, não é o que parece?

Mas não sei porque a polícia insiste em esperar a desgraça começar, para depois vir com bala de borracha, e a televisão só fala da violência da polícia. Tem coisas que precisam ser reprimidas antes de começar, isso se chama tragédia anunciada.

Hoje se viu torcedores do flamengo se batendo na zona sul do rio, e a polícia em casa. Queria ver se fosse um jogo da copa, o brasil perdendo como em 50, no maraca. Imagina o que essa rafuagem ia fazer.

Sinceramente, não adianta punir o clube. Marginal é marginal. Tem é que aumentar o valor do ingresso, colocar 400 reais. Fazer cadastro com foto, comprovante de endereço. Veja se em final de mundial interclubes acontece isso. Veja se em jogo da seleção acontece isso. Agora me diz quanto custa o ingresso. Mas como sempre, na contramão das coisas, se proíbe a cerveja, se proíbe o rádio de pilha, mas não se proíbe o marginal de entrar no estádio.

Basta ver pelas penas alternativas, te pegam depredando, brigando, consumindo drogas, vc paga uma cesta básica. Agora, se te pegam com meia lata de cerveja no seu carro? CADEIA!!!! 1000 REAIS DE MULTA!!!

Isso é incentivo. E enquanto isso, o presidente não sabe de nada, as imagens não falam por si, o arruda cada vez mais rico. E vc, se preocupando com o seu time, batendo no seu jogador na saída do banco.

Que venha a copa do mundo, assim o mundo vai ver quem é o brasil! Não é aquele do vídeo que apresentaram no Comitê olímpico, nem na FIFA.

E depois eu que sou saraiva.

Inversão de valores


Que tristeza. Pensar que muitas vezes ouvi que o Brasil era o país do futuro... Já se passaram quase quarenta anos da primeira vez que escutei isso, e até agora... nada.

Dizer que o brasileiro prefere ficar brabo com o time do palmeiras, e prefere agredir ao jogador Vagner Love (não que ele não tenha culpa), mas o que a torcida perdeu além do campeonato? Que me dizem então do Arruda? Esse a torcida prefere votar de novo! Eu ao menos lembro dele chorando no escândalo do painel do senado...

Que nada, tava lá de novo, metendo a mão e o povo preocupado com o campeonato brasileiro.

Se isso é o futuro, Doutor Emmet Brown, me leve de volta para o passado!

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Campanhas na tv/rádio

As redes de televisão sempre tem mania de lançarem campanhas. Muitas delas até tem um bom propósito mas na grande maioria das vezes não as consigo entender. É casa pro Zina, é exame de dna para o fulano, é ajuda pra encontrar o filho do beltrano. Tudo bem, cada um com os seus problemas.

Mas hoje, tomando café da manhã e assistindo ao programa da Ana M. Braga, ela fez um apelo para os ex-presidiários (por coincidência minutos depois de mostrar imagens da torcida do flamengo e do coritiba) que não conseguem emprego e voltam para o crime. Sei que muitos fizeram por fazer, que se arrependeram, mas não posso me ou te comparar com uma pessoa dessas.

Queria ver o dia que vão lançar uma campanha para beneficiar quem não fez nada errado. Quem sempre pagou impostos, quem sempre votou na eleição (porque é obrigado), quem não levou multa nos últimos dez anos, quem estudou, quem se formou, quem paga a escola do seu filho, quem paga seu plano de saúde. Não entendo porque sempre estão querendo ajudar quem não se ajudou. Existe aquela famosa frase, "eu podia estar roubando, mas estou aqui pedindo", mas eu sempre penso, poxa, eu também podia ter matado, assaltado, roubado, mas não fiz.

Dizer que presidiário hoje tem até bolsa, bolsa apenado (olhe no site do ministério da justiça), cada família de apenado ganha R$ 750,00 para garantir que não passe necessidade, mas a família do que foi assaltado, do que foi morto, não ganha nada.

Sinceramente, não tenho nada contra (nem a favor) essas campanhas. Mas queria entender o que as emissoras ganham com isso. Mesmo sabendo que essas pessoas pagaram suas penas, não acho que elas devam ficar transparentes. Se existissem marcas para identificar quem rouba, quem mata, talvez novos criminosos desistissem de aparecer, mas ao contrário, como que numa inversão de valores, parece que temos que apagar tudo, esquecer tudo, e aceitar tudo, pois se não aceita, é discriminação, e isso é crime.

Não vejo a hora, que chegue a copa do mundo, e as olimpíadas, para ver as máscaras caindo. Turista sendo assaltado, hotel sendo invadido. Daí vão dizer que o Robin Williams tinha razão.

E depois eu que sou saraiva.

Providência, alguém tem que tomar


Tomei ciência de um projeto, que tramita na Câmara de vereadores de Porto Alegre - VEJA LINK ABAIXO
(http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2691643.xml&template=3898.dwt&edition=13358&section=1171), onde se discute o tempo máximo permitido ao cidadão de permanecer dentro de um shopping center sem fazer o pagamento do estacionamento. No artigo, o autor do projeto acredita que o tempo de 20 minutos de isenção, é pequeno para que o consumidor possa realizar alguns serviços, do tipo ir ao banco, cortar o cabelo, tomar um cafezinho, etc...

Não acho que ele esteja errado. Também acredito que nos devesse ser ofertado uma série de coisas de maneira gratuita, afinal pagamos impostos. Pagamos impostos com destino líquido e certo, seja para a saúde, seja para a segurança. Mas analisando por outra ótica, entendo que como vereador, eles deveriam legislar sobre problemas da cidade, e não sobre tempo de estacionamento em shoppings. As pessoas vão aos shoppings porque querem, não porque precisam. Ou porque não tem segurança para estacionar na rua, afinal até flanelinha regularizado existe, vc paga para a prefeitura e para o flanelinha.

Afinal de contas, vc também pode pagar contas no centro, fazer lanches, cortar cabelo, ir a lotérica, lojas de roupas, tudo no centro, mas quanto tempo de limite a prefeitura te dá para estacionar na área AZUL? NENHUM MINUTO. Ou vc paga, ou vc paga. Claro, entendo também que é mais fácil mexer no bolso dos outros, sob forma de lei. Você obriga, os outros cumprem.

Da mesma forma, imagino que se algum vereador trabalhasse para o eleitor, fazendo com que serviços como o da EPTC fossem menos burocráticos e mais funcionais, seria bem melhor. Ou então, que se criassem impostos maiores para carros antigos, com mais de 20 anos que hoje são isentos, obrigar veículos que prestam serviços para a prefeitura a terem seus carros emplacados em Porto Alegre, ou serem movidos a GNV ou outro combustível menos poluente...

Talvez empregar dinheiro público em ações mais efetivas do que construir um centro de compras para camelôs que não pagam impostos e vendem produtos piratas ou irregulares. Construir um viaduto, um túnel, um conduto para não alagar as ruas em dias de chuva, coisas que beneficiassem mais do que apenas uma ou duas centenas de pessoas (os donos das bancas no exemplo). Idéias todos tem muitas. Boa vontade e um pouco menos de marketing é que falta bastante.

Alguém tem que tomar uma providência!

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pacto

Queria propor um pacto. Tenho visto nos jornais e na televisão, decisões vistas por alguns como polêmicas, por outros como exemplar, talvez uma coisa óbvia em uma sociedade democrática. Eu mesmo já escrevi outras vezes sobre algumas dessas decisões, como no exemplo do juiz que disse que os ladrões de caminhões presos em Canoas (RS), não podiam irem pra cadeia, por não terem condições de lá abrigá-los, e também porque não ofereciam perigo para a sociedade.

Da mesma forma, se te pegam dirigindo embriagado, nunca pensam dessa forma. A primeira coisa que fazem é tomar a multa, depois encaminhar para o presídio, não se importando se lá é um ambiente propício para receber uma pessoa como você ou se você oferece perigo para a sociedade, uma vez que se a polícia te pegou em uma blitz com bafômetro, teoricamente ainda nenhum acidente foi cometido, ao contrário dos ladrões, que foram pegos roubando, com o produto do crime.

Agora, eis que mais um candidato a notoriedade, decide que o pavilhão (não recordo o número ou letra) tal, não pode mais receber nenhum preso, até que sejam reformados os prédios e ofereçam qualidade suficiente para abrigar no máximo 240 presos, daí que faço a proposta do pacto.

Ninguém mais comete nenhum crime, até que o pavilhão fique pronto, ok?

Mas ao mesmo tempo me respondam. Tais pavilhões não estão destruídos por rebeliões feitas pelos próprios presos? Que agora até direito a bolsa do tipo família, com valor de mais ou menos R$ 750,00 por mês? Para que dar qualidade ou conforto para alguém que agiu de maneira contrária às regras e que amanhã destruirá tudo novamente em uma nova rebelião?

Quando vão criar a bolsa assassinado, bolsa assaltado ou bolsa lesado por quem está no ócio, dormindo, traficando, controlando negócios de dentro do presídio ou tendo suas visitas íntimas? Será que o local onde foi enterrada sua vítima tem "condições"?

Estamos vivendo em uma época em que não ficarei surpreso, quando enxergar os postes, mijando nos cachorros.

E depois eu que sou saraiva.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dia dos professores

Outro dia fiz alguns comentários sobre professores. Tenho certeza que tive vários ótimos, alguns meia-boca e talvez muitos ruins. Mas sempre tive como lema, que o aluno que faz o professor, ou seja, se eu for bom aluno, vou aprender.

Resolvi fazer uma homenagem aos professores, primeiro porque devo muito a eles, segundo porque esse dia faz parte da minha vida, afinal, nasci no dia do professor. Tenho idéia de nunca me tornar um, porque acho que seria o pior deles. O mais cruel talvez. Não concordo com a moleza que é o ensino hoje em dia, mas também, um bolsa família deve valer mais que o salário base de um professor, logo, fazer filhos sai mais em conta que ensinar. Talvez na família das bolsas, a que mais tenha me chocado, ainda em comparação com os professores, é o bolsa malandro. Sinceramente, quando recebi por email, não acreditei. Existe hoje um bolsa apenado, que paga algo em torno de 750 reais por mês para a esposa do apenado. Claro que não existe nenhuma remuneração para professores, para quem se esforça, sai de casa de manhã, estuda de noite, pega 4 conduções, esse não é coitado. Da mesma forma, não deve existir nenhuma assistência para a pessoa que foi morta, sequestrada, roubada ou coisa que o valha. Mas também, o que esperar em um país que privilegia uma faxineira através de uma novela, quando escala uma atriz para viver seu papel, na expectativa de que a população lhe dê um pouco mais de valor. Não estou desmerecendo a faxineira, mas quando eu era menino, as pessoas se esforcavam para sair dessa, ou caso fosse difícil sair, lutar para que seus filhos nunca precisassem entrar. E isso, tirando megasena, tráfico de drogas ou outras atividades ilícitas, só estudando. E quem te proporciona isso? O PROFESSOR.

Claro que não acho que se deva passar por cima de um faxineiro ou lixeiro ou qualquer coisa que seja. Mas vemos todos os dias agressões a professores, pais que exigem melhores notas para seus filhos, que destratam, ameaçam, humilham professores como se eles nada fossem ou representassem. É sempre o dalit que fica rico, a faxineira que casa com o grandão, a prostituta que fica com o cara da cueca maneira, o motorista que casa com a patroa. Nunca temos exemplos reais, que tirem do povo essa esperança de se dar bem na vida sem fazer nenhum esforço.

Por sorte, aprendi rápido, que papai noel, coelhinho da páscoa, e outras coisas, só existem na fantasia.

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Luz no fim do túnel

Saber que mais de 3.000 caminhões foram multados por trafegar na pista da esquerda nas estradas federais aqui no RS era uma notícia que eu não esperava. Achava sinceramente que a Polícia Rodoviária apenas multava excesso de velocidade, pois era a maior multa (maior valor). É comum vermos nas estradas aquele caminhão velho, caindo aos pedaços, e pensamos, mas porque este quando passa defronte um posto da polícia não é recolhido? Sem farol, sem pisca, sem placa, sem nada...

Da mesma forma, fiquei tão feliz de ver que as pessoas estão acordando para o MST!!!! Aqui o Incra disse que não daria mais nada para eles, depois que invadiram sua sede, quebraram computadores, destruiram fachadas e salas, roubaram pertences... agora invadiram uma fazenda e destruíram os pés de laranja sob a desculpa que as pessoas não podem viver apenas de comer laranja. Adorei ver os deputados se questionando sobre a CPI do MST. Claro que aqueles que nunca sabem de nada, vão continuar não sabendo de nada, mas quem sabe a partir de agora, a lei deixa a polícia baixar o sarrafo em arruaceiro, baderneiro e sem vergonha. Isso é movimento social apenas se social for um derivado de sócio, pois eles querem o que não lhes pertence, ganham, vendem, locam, e começam tudo de novo.

Talvez agora, quem ganhe um lote seja cadastrado e impedido tanto de vender, alugar ou ganhar outro, seria o justo, o honesto. Talvez agora, eles tenham que pagar por sua própria água como nós fazemos, pela luz, pela comida, combustível, sem dinheiro de ongs financiando o terrorismo. E tomara que seus dirigentes ou mandantes sejam processados, presos e condenados a indenizar por suas badernas, roubos e depredações.

Para terminar, mais uma felicidade. O Rio vai sediar a olimpíada! Subimos de posto, pois isso é coisa de país rico, não de metido a rico. Construir parques olímpicos tipo plataformas de saltos, ginásios para esportes que nem sabemos como se compete, ou que não temos representação nacional, apenas para mostrar o Rio para os outros é coisa de país desenvolvido, onde não existe fome, analfabetismo, roubo, corrupção e bandidagem dominando morros. Tenho certeza que os gringos vão adorar ver a população depredando os trens do metrô como hoje na baixada fluminense, como "protesto" por chegar ao trabalho atrasado...

Mas não foi por isso que fiquei feliz.

Fiquei feliz porque vai cair a máscara, daqueles que vão ao exterior todo dia dizer que o Brasil mudou, que está melhor, que o bolsa isso ou o bolsa aquilo ajudou, etc... Todos vão poder ver com seus próprios olhos, os melhores produtos nacionais, como o arrastão, o surf ferroviário, as guerras de traficantes, as balas perdidas e aquele monte de desocupado o dia inteiro vendo o telão na beira da praia, gente que dizia ter vindo de outro estado "apenas" para torcer. Coisa de gente rica.

E para quem não entendeu, fiquei feliz por um principal motivo. Agora tenho certeza de que não se precisa aprovar novamente a CPMF. Afinal temos dinheiro sobrando para aparecer para os outros, como se chegassemos ao trabalho amanhã guiando uma Ferrari, vestindo um Armani, com um Rolex de ouro no pulso, afinal somos ricos. Sorte deles que nunca fui abordado pelas pesquisas que deram 80% de aprovação. Já pensaram todos estes bilhões investidos em ferrovias, escolas, hospitais, ao invés de estádios para copa ou olimpíada? Isso que é o pensamento coletivo de presidente. Avião, olimpíada, copa...

E depois eu que sou saraiva.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A evolução no ensino da matemática

Recebi por e-mail, de um amigo engenheiro. Mesmo que de outras formas, já tenhamos falado sobre isso anteriormente, esse exemplo deixa bem claro a quantas andamos, ou melhor, para onde estamos indo. De que maneira em um futuro próximo podemos exigir reformas na política ou melhores salários, se sequer as pessoas sabem fazer uma simples conta. Mais um motivo para lembrar da minha mãe, que me tomava essas lições todos os dias. E vejam, não estou falando de nada complexo, são contas de tabuada comum.

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Haviam aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:


"Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00

A Evolução do Ensino da Aritmética

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:


"Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender".

Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?


2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a
resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00


Simples não? Lembre que em breve, caso seus filhos não estudem em escola pública, dificilmente conseguirão uma vaga na UFRGS ou USP, ou UERJ, UnB. Veja quem será o seu médico amanhã ou o engenheiro que irá levantar seu prédio. E esse exemplo é só para a disciplina de matemática. Imagine o resto.

E depois eu que sou saraiva.




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Paradinha

Ontem li no jornal que o senhor Joseph Blatter, excelentíssimo presidente da FIFA, teria recomendado aos árbitros de seu quadro e consequentemente as suas confederações, a punição aos jogadores (com cartão amarelo) que utilizarem do recurso da paradinha na cobrança de pênaltis.

Confesso que não entendi. Enquanto todos os outros esportes, o tênis, o vôlei, se rendem aos recursos da eletrônica, principalmente no auxílio a arbitragem, na FIFA além disso ser terminantemente proibido, ficam dando pitaco em coisas que não lhes dizem respeito.

Claro, que o goleiro não tem nenhuma chance. Mas isso não é culpa dele, muitas vezes nem foi ele quem cometeu a infração. Agora, se o lance se chama penalidade máxima, porque ele tem que ter chance? Devia se chamar penalidade mínima então. Imagine que você comete um crime (como se tivesse feito um pênalti) e é condenado a cadeira elétrica, mas se a voltagem for 1.000.000 de volts as chances de ficar vivo são nulas, então, vamos colocar duas pilhas de 1,5 volt cada uma...

Sinceramente, acho que pênalti devia valer dois, ou ser cobrado sem goleiro, daí sim seria penalidade máxima. Vou sugerir a FIFA que mude o nome.

E depois eu que sou saraiva

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Educação também se aprende na escola

Ultimamente tem aparecido bastante na mídia, assuntos referentes a educação de alunos seja em suas escolas, seja na sociedade em geral. O mais comentado por aqui ultimamente, fala sobre uma professora que resolveu dar o exemplo, e punir um aluno que inicialmente não quis participar de um mutirão escolar (pintura da escola), no dia seguinte pichou seu apelido na parede da sala, mentiu quando questionado a respeito e ainda acusou outra pessoa de ter feito a sujeira.

Talvez na opinião de muitos, isso tudo seja pouco. Ao menos é assim que pensam os pais do menino, que estão buscando recursos jurídicos para garantir uma indenização por dano moral, alegando que seu filho foi exposto à opinião pública, envergonhado na frente dos colegas. Fato este que muito me admira, pois em um país onde as pessoas gritam fora sarney, acham errado propinas e falcatruas mil que nos acostumamos a ver e ouvir, esquecem que este é apenas o primeiro passo. É assim que começa o mundo da mentira, da impunidade, da lei da vantagem. Quando eu era menino, escutava histórias do meu pai, contando que na escola quando ele era menino, professores tinham total autonomia sobre os alunos, podendo inclusive bater nos alunos, colocar de castigo, chapéu de burro, copiar mil vezes no quadro aquela famosa frase "eu não devo pichar a sala" ou qualquer outra atitude que aqui se aplique.

Queria além de parabenizar a atitude dessa professora, que abriu mão de tudo, até correndo o risco de perder o emprego, para dar o exemplo e elevar seus conceitos sobre o correto, sobre seus valores, lembrar que foram os próprios educadores e estudiosos do assunto, que levantaram as bandeiras de que a rigidez devia cair, que os alunos modernos eram mais responsáveis, tinham mais acesso a informação, criou-se o ECA (nunca vi nome melhor) que poderia se chamar também Escola do Crime e Aprendizagem, pois NADA se pode fazer contra menores, mesmo que sejam bandidos.

Ontem, escutando na tv um daqueles programas policiais diários, apareceu mais um exemplo, de um professor que pediu para um aluno desligar um mp4, e que fora surpreendido com perguntas do tipo, quem vai me obrigar a desligar, quem vc pensa que é, etc... e o professor respondeu dizendo que era o professor, o responsável pela aula, foi agredido com socos, chutes, palavras e muita raiva, que claro fica acobertada pelo ECA. Os pais do aluno, nada quiseram comentar e alegam a pressão que os jovens sofrem, por terem que optar por carreiras muito cedo, ENEM, etc... Agora além do freguês, o aluno sempre tem razão. Ainda mais se for menor de idade, e tiver pais alienados a sua formação, tipo aquele ZECA (acho que foi em homenagem ao ECA) da novela.

E depois eu que sou saraiva.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Data farroupilha

Hino Riograndense

Como aurora precursora ,
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade


Refrão
Mostremos valor constância
Nesta ímpia injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra


Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Refrão


Nesta semana saiu na Zero Hora, uma entrevista feita com um cidadão paulista, que vive no interior do RS, e que demonstra toda sua indignação com nossas tradições e costumes. Não é a primeira nem vai ser a ultima vez que isso vai acontecer. Claro que sempre em comparacao com seu estado de origem, mas não me cabe dizer o que pode ser melhor para cada um. Para nós gaúchos, que temos orgulho das nossas tradições, origens, história e personalidades, e mais uma oportunidade que temos de renovar nossos hábitos, reverenciar nossos heróis farroupilhas e eternizar nossa tradição perante nossos descendentes.


E cultivando nossas tradições com nossos filhos que eternizaremos cada vez mais nossa
bandeira, a mesma verde amarela do Brasil, com o vermelho do sangue dos farrapos, circulando ao redor do mundo, nos CTG's que existem em todas as partes do mundo, com nossa vestimenta, nosso chimarrão, nas churrascarias, americanas, chinesas, italianas, australianas, representando nossa comida típica, nos estádios, com nossos jogadores sempre importantes em conquistas internacionais, nas passarelas, com nossas melhores prendas. Tradições estas que ja emocionaram Presidentes, Governadores, times de outros estados em solenidades ou jogos aqui realizados, nunca entenderam o balbuciar de algumas palavras no hino nacional, e um coral uníssono cantando o hino riograndense.

Seria eu, gaúcho um bairrista? Claro que não. Bairrista é quem acha que é ou vem de um lugar melhor ou mais importante que o meu, mesmo sem ter na ponta da língua um hino, sem ver sua bandeira hasteada por qualquer pago, sem achar um bolicho para comer sua comida típica, sem ter uma ligação com os seus antepassados, sem ter uma façanha, pra servir de modelo a toda terra.















E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Liberação da bebida

Eis que um juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública de Goiás, Ari Ferreira de Queiroz, concedeu ontem liminar que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no estádio Serra Dourada. Já não era sem tempo, não que eu esteja incentivando o consumo ou fazendo apologia ao uso do álcool, mas era uma lei ridícula. Ridícula porque nunca foi a bebida o motivo ou culpa de alguma coisa, principalmente porque os eventos atribuídos ou ocasionados supostamente pelo uso da bebida continuaram acontecendo.

Eu mesmo, já havia entrado em polêmicas tanto em jornais quanto programas esportivos de rádio, manifestando minha opinião de que a bebida não era a culpada. Sempre fui criticado, mas entendo que opinião é livre, e ao menos deve ser respeitada, e claro, o fato de eu pensar assim, não significa que eu esteja correto. Da mesma forma que sempre fui contra a lei seca, que proibe as pessoas de bem ou de boa índole como sempre digo, de tomarem seu cálice de vinho ou sua lata de cerveja no almoço, ao sair da academia, do futebolzinho com os amigos.

Eu entendo que as pessoas que geralmente se metem em confusão independem da bebida ou da droga. Defendo que tais pessoas tenham má indole, e que saem de casa com intenção de se meter em confusões, seja no estádio, no trânsito, ou em qualquer lugar. Sem falar que a bebida era disponível nos arredores dos estádios e ninguém era impedido de entrar no estádio, mesmo aparentando embriaguez. Eu já consumi bebidas em jantares, churrascos, atividades esportivas, etc... e sempre que volto pra casa, nunca esqueci que o sinal vermelho era para parar, e tampouco a bebida me fez esquecer. Continuo lembrando as palavras que agridem ou que ofendem, sei onde moro, e principalmente, continuo sempre lembrando e sabendo, o que é certo e o que é errado, ou o que é permitido e o que é proibido. No entanto entrar no estádio com maconha talvez fosse proibido, mas não era fiscalizado. Da mesma forma no trânsito, vc não pode beber e dirigir, mas pode fumar, cheirar, injetar ou consumir por alguma outra via diferente das citadas, pois não existe a fiscalização ou a comprovação do uso.

Estou fazendo essas comparações apenas porque muitas das vezes, essas proibições se dão por suporte de psicólogos, policiais ou jornalistas que defendem a inocência dos vândalos ou transgressores sob a alegação de que a pessoa estava aparentemente sob o efeito de álcool ou drogas. Aproveitando, faria também um comparativo. Se te pegam dirigindo após consumir álcool, se paga multa de mil reais, vai para a delegacia. Se te pegam com drogas no estádio, vc é levado ao juizado especial do estádio e é condenado a pagar uma cesta básica ou prestar algum serviço, mas a pena mais comum que eu tenho notícia é ser impedido de ir ao estádio por um número determinado de jogos, tendo que ir a uma delegacia no horário do jogo assinar um termo. E álcool se compra no super, e droga? Álcool é lícito, e droga?

Eu defendo o aumento do valor dos ingressos nos estádios. E defendo minha teoria de que a bebida não é a culpada pelo simples fato de que em copa do mundo, tem bebida, em mundial interclubes, tem bebida, em fórmula 1, tem bebida. Casualmente, o valor dos ingressos é bem mais elevado... Inclusive em copa do mundo ou mundial interclubes, se pode ver torcedores rivais, sentados um ao lado do outro, sem grades, sem agressões.

A decisão de suspender a venda de bebidas integra um protocolo de intenções assinado com o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União. Mesmo com a proibição nos jogos promovidos pela CBF, o COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, já avisou às cidades-sedes que terão de fazer leis para liberar a venda de álcool nos estádios do Mundial. A mudança de atitude é explicada por um contrato da cervejaria Budweiser com a Fifa que se estende até 2014 (Folha de São Paulo).

E depois eu que sou saraiva.

sábado, 12 de setembro de 2009

Mais uma vez

Que difícil que é assistir televisão ou ler jornal hoje em dia... Quando não está com metade das folhas apenas com propagandas, o resto não se aproveita nada. Eu sempre fico me perguntando, afinal de que lado eles estão, visto que existem várias reportagens onde parece que eles estão agindo contra nós, e eles mesmos.

Pois bem, que hoje vejo a triste notícia que soltaram mais de 200 presos (judicialmente), sob a alegação de que não existe estrutura para o abrigo desses apenados. Já tive oportunidade de escrever sobre isso, e talvez por isso o nome desse post seja mais uma vez... (sugestivo... isso quase nunca acontece...) O argumento foi de que isso era um "aviso"que o judiciário estava dando ao governo, que segundo a reportagem faz mais de 10 anos não investe nada em construção ou reforma de presídios. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto.... não me parece que esses apenados causem ou tragam algum mal ao governo, ou ao seus membros, visto que eles sempre estão bem protegidos, por seguranças ou pela brigada. Nunca soube de um preso que tenha fugido (ou que tenha sido solto) e que tenha ido ao Piratini, a Assembléia, a Prefeitura fazer mal para algum governante, mas já conosco contribuintes.... volta e meia tem gente sendo assaltada, morta, estuprada, sequestrada, e o judiciário querendo dar recado.

Na mesma linha, ou até mesmo no mesmo programa, vi uma matéria que falava de pessoas que roubavam lojas de eletrodomésticos, furtavam celulares que a polícia imagina estarem sendo encaminhados aos presídios. Claro que as antenas bloqueadoras de sinal só vão entrar em funcionamento em 2049, talvez quando já existir comunicação telepática e viagem no tempo. Como se diz, só se rouba carro porque tem alguém que compra, logo, se manda celular pra presídio porque dá pra usar!!!!!

E para finalizar, continuo sem entender qual é a da imprensa, que insiste em punir ou em colocar a polícia contra a opinião pública, como estão fazendo no caso do sem terra que infelizmente faleceu aqui no RS. Caspita, desordem tá liberado, invasão tá podendo, roubar, sequestrar, extorquir, depredar, matar na frente do teatro, assaltar lotação, lotérica, tudo pode. A polícia reprender, acabar com a arruaça, daí não póóóóóde. Se a polícia dá um tiro, é abuso, querem saber de que arma saiu, quem foi que mandou, tem que afastar o coronel. Inversão de valores total. Saudade do meu porte de arma....

E depois eu que sou saraiva.

(vejam o videozinho que eu recebi. dizem que é da venezuela, bem que podia ser aqui, já que arma só bandido pode usar)


video

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Valores

Já faz alguns dias que venho escrevendo esse post. Um pouco por dia, pensando, lembrando, revivendo algumas coisas. Essa semana minha mãe se estivesse viva, faria aniversário. E não tem como não lembrar dela, das coisas que ela me dizia.

Claro que nós como pessoas sempre nos julgamos capazes e soberanos, principalmente se for para tomar uma decisão que nos afete. A gente sempre sabe o que é melhor pra gente, e como somos autosuficientes, pensamos que saberemos orientar nossos filhos, ou nossos dependentes, sejam eles irmãos, sobrinhos, etc...

Tenho pensado muito nisso porque as vezes penso que não tenho como perpetuar os ensinamentos da minha mãe. Claro que não estou falando sobre computadores, tecnologia ou coisas que a tenham deixado obsoleta, mas em valores, em objetivos, em ideais. Tivemos algumas dificuldades na vida. Meu pai ficou doente quando eu tinha 7 anos, minha mãe teve que segurar a barra do jeito que dava e tivemos muitas dificuldades. Claro que como crianças, sempre tinhamos nossos sonhos e em sonhos o futuro sempre é bonito, rico e fácil. Mas minha mãe sempre me acordava dizendo que não era bem assim. Que eu precisava estudar, me dedicar, estudar idiomas, me formar em uma profissão de destaque, aquelas coisas de orgulho de mãe. Sempre me dava exemplos, do fulaninho que o pai era rico e que hoje dependia de algum trabalho duro para sobreviver, ou de outro que tivera tudo na vida e que naquele momento tinha que trabalhar em algo não tão valorizado ou com um salário pequeno, infinitamente menor ao de uma mesada que tinha no passado. Não tinha um dia que passasse o caminhão de lixo que ela não lembrasse, olha aí, quem mandou não estudar... Sempre que íamos ao super, mostrava os empacotadores, o cara que vendia revistas, o cobrador de ônibus, o barbeiro, o sapateiro, não no sentido de menosprezar as profissões, mas sim de mostrar a importância de se optar por um caminho mais asfaltado, com menos curvas e subidas ou descidas. Ser um doutor ou um profissional de gravata como ela dizia era mais orgulhoso do que ser o fruteiro, o sapateiro ou o lixeiro.

Mas isso tudo era objetivo/meta, visto que nos era facultado o direito de não estudar, e com certeza cairíamos nessa vala, visto que com um segundo grau era possível conseguir alguma coisa ainda mais ou menos. Bom, podem estar se perguntando onde eu quero chegar. Como disse, nos achamos capazes de opinar e decidir o que é melhor para nossos dependentes, assim como achamos que nossos pais sempre estiveram errados, principalmente quando ouvíamos aquele não. Mas lembro que quando eu era pequeno, (minha primeira série primária foi em 1976) não existia bolsa família. Não existia seguro desemprego, MST, vale gás, tarifa social, lei anti-algema, hábeas corpus preventivo, aliás, nem presidente tinha. Era General. Da mesma forma, a criminalidade era menor, a polícia era temida, droga era coisa que se usava embaixo da cama com as portas e janelas fechadas.

Lembro como era difícil, pois se vc perdia o emprego (seu pai/mãe), não tinha seguro desemprego, ficava sem assistência médica, consequentemente o filho podia ficar sem escola, e assim sucessivamente.

Mas hoje, que valor posso passar para meu filho? Vale a pena estudar em escola boa, particular, puxada (como minha mãe dizia), se daqui para frente quem vai estudar na UFRGS vai ser o cotista, o aprovado no enem oriundo de escola pública? Vale a pena ter uma profissão de destaque e ficar meses procurando emprego, ou ser garçon, cabelereiro, camelô, motorista e arrumar emprego sempre que precisar? Sem falar de eletricista, pintor, pedreiro e outros que por uma visita cobram quase 100 reais, mais o serviço. E quando ficar desempregado, se vc trabalhou meia dúzia de meses já tem direito ao seguro! Vai ganhar bolsa família, tem INSS mesmo que não contribua, e o pior, se vc ainda roubar para comer, vai ter quem te apóie achando que o governo deveria te sustentar. Hoje em dia vc pode xingar sua professora, até bater eu já soube. Nas paradas de ônibus se enxerga pessoas fumando maconha, vendendo drogas ao ar livre, ser grafiteiro é ser artista e fazer parte de gangues é certeza de ser homem ou de ter sucesso com as meninas.

Uma das principais razões que me levou a escrever esse post, foi a conversa entre dois cabelereiros enquanto eu tinha o meu cabelo cortado. "Cara, ganhar 300, 500 por semana não tá dando mais! Pô, meu primo ficou desempregado e pegou um bico no salão do leopoldina, bem chinelo e tirava 200 por semana. Eu aqui nesse famoso tirando 300, 400 e me matando. Vamos abrir um salão pra nós! É só trabalhar direitinho, tu vê, eu todo dia tenho cliente particular que eu atendo quando saio daqui no leopoldina, que não quer ir no barbeiro, quer corte diferente, produto mais elaborado". E eu ali, ouvindo e pensando, não precisa saber ler, escrever, 500 por semana, 2 mil por mês. Não paga imposto de renda, se bobear ainda ganha bolsa família. E o tonto aqui fazendo faculdade, pós graduação, pagando imposto, unimed, escola particular, curso de inglês pro filho, segurança/seguro pra casa, pro carro, e tá cheio de doutor ganhando 3 mil por mês. A faxineira ganha 50/70 por dia, e não quer saber de assinar carteira, pra não perder as bolsas...

Bom, não vou prolongar mais, já deu pra dar uma idéia, e afinal, comecei lembrando da minha mãe, e as lembranças eram boas. Afinal de contas, acho que trilhei o caminho que ela ensinou, uma pena que ela não tenha tido tempo de ver o sucesso das minhas escolhas, conhecer meu filho e minhas gravatas. Valeu mãe. Feliz aniversário. Saudade.



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sustentabilidade




Bom, mais uma vez, recebo alguns comentários de que meus posts não são sustentáveis, ou seja, na visão de algumas pessoas o termo sustentabilidade apenas pode ser usado para coisas que se reciclam, como plástico, combustível, natureza, etc...

Pensando assim, vou sugerir um exercício mental, que nem vai demorar tanto tempo assim.

Há alguns meses, estavamos todos preocupados com a crise. Empresas globais quebraram, governos dando ajuda para empresários, tentando salvar mercados, bolsas de valores. Talvez alguns lembrem da frase, "aqui vai chegar só uma marolinha". Foi dito que era importante não deixar de consumir, pois parar de comprar faria com que o fabricante parasse de vender, e por consequência tivesse que demitir, e assim sucessivamente.

Bom, mas onde eu quero chegar? Queria lembrar, que enquanto os impostos sobem, o telefone, a passagem de ônibus, pessoas perdem o emprego, falcatruas são descobertas, e, nosso governo decide por aceitar aumentar o valor do contrato da Itaipu por um valor 3 VEZES MAIOR. Decide aumentar o valor do benefício do Bolsa Quadrilha, ops, família. 1 Bilhão de reais!!! Imagine se esse dinheiro fosse investido em quem ou pra quem paga imposto, em quem dá duro para melhorar sua cidade, sua vida, isso sim seria sustentável, ou seria sustentabilidade.

Mas, enquanto parece ser só eu que penso assim, deixo uma pergunta: - Sua faxineira, empregada doméstica, secretária do lar, ou o nome que ficar melhor, tem carteira assinada? Se vc oferecer, a pessoa aceita? Aqui em casa nunca conseguimos assinar, pois caso eu assine, a pessoa perde o direito a bolsa, bem como quem é camelô, cachorro quente, e outros profissionais informais, que não pagam impostos e ainda ganham os benefícios.

Falando em benefícios, enquanto eu me indigno, tem gente se preocupando com os pobrezinhos dos presidiários. Ontem teve um programa na tv falando dos presídios, e tinha gente revoltada dizendo que ali era ruim, que era apertado, que a comida era ruim ou que tinham apenas duas horas de sol por dia. Talvez a pessoa que ele matou nunca mais tenha direito a sol, pois embaixo da terra não tem sol... E a tal da pastoral carcerária levando cesta básica para a mulher do presidiário, com seu filho de 3 dias, que lindo. A mulher deitada na cama, dizendo que estava esperando o auxílio chegar, e tudo isso com o dinheiro do nosso imposto, ou seja, sustentabilidade. Pagamos para ajudar o cara que pode ser o seu assaltante, pra não dizer assassino amanhã. O mais incrível foi ver os repórteres pedindo autorização pro chefão da ala, ou do pavilhão, e isso sendo divulgado em rede nacional. Os postes já estão mijando nos cachorros.

E depois eu que sou saraiva.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Leis e interesses

Outro dia me questionaram o porque de estar participando de um concurso no tema "sustentabilidade". Respondi que na minha opinião, sustentabilidade não tem somente a ver com meio ambiente, poluição, desmatamento ou ecologia. Entendo que existem diversas coisas que precisam ou que podem ser sustentáveis.

No exemplo em questão, que me levou a escrever este post, queria falar sobre os legisladores e as leis, que parecem ser sustentáveis, mas não para quem as sustenta, que são os impostos, e quem paga somos nós.

Estou dizendo isso porque esses dias a polícia pegou "sem querer" um pombo-correio (será que caiu o hífem?) e chegou a conclusão que bandidos estavam enviando celulares, carregadores e baterias para dentro do presídio, e entenderam que era chegada a hora de se fazer uma lei proibindo ou tornando crime o uso de celulares dentro dos presídios. Daí eu pensei, agora? Claro, antes tarde do que nunca, mas será que somente chegaram a essa conclusão quando sem querer acharam um pombo? Existem pessoas que passam com celulares dentro do corpo, outro dia prenderam uma quadrilha que pagava R$200,00 para o motorista da lavanderia entrar com os telefones no presídio, os quais eram revendidos por mais de R$ 1.000,00 no interior do complexo presidiário.

Daí que entra o comentário do sustentável. Para quem é sustentável essa lei? Vai dizer que não podiam ainda ter instalado aquelas antenas que bloqueiam o sinal do celular? Ah sim, mas daí o diretor do presídio vai ficar sem telefone, o agente, o cozinheiro, o faxineiro sei lá. E enquanto isso o bandido fazendo sequestros fantasmas de dentro da cadeia, comandando entregas de drogas, assaltos ou até mandando matar em outro presídio. Então se começa a entender para quem é ou parece ser sustentável!!!

Só quero ver o dia que os P CC e MST da vida começarem a eleger parlamentares, e estes começarem a fazer leis...

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Gripe A (lcool gel)

Ah férias.... coisa boa!!!

Uma pena que foram no inverno, mas nem tanto assim também, pois no final tivemos 32 graus... mas é que férias na minha concepção tem a ver com praia, sol, calor.

To falando férias porque as crianças tiveram férias esticadas em função da gripe A, e a maioria dos pais não tinha o que fazer, senão acabar tirando férias junto. Pois, se não se pode mandar a criança pra creche, pra escola, pra aula de inglês, pra catequese, vai mandar pra onde?

Falando em pena, o que não deu pra entender realmente foi a precaução das autoridades em relação ao contágio, pois se as crianças, os professores não podiam ir para a escola, porque eu podia ir para o trabalho? Ficar em um ambiente fechado, junto com outras pessoas, uns tossindo, outros espirrando... Porque eu podia andar de ônibus, ou de lotação, visto que todos saem para o trabalho na mesma hora, voltam na mesma hora, ou seja, os ônibus estão sempre lotados, e como tem ar condicionado, todos tem janelas fechadas.

E claro, fazer o que com as crianças? Ficar duas semanas em casa (a mais das férias) já tendo virado todos os jogos de videogame ou visto todos os dvds da locadora... Vamos ao shopping!!!! Afinal o secretário da saúde disse que não tem problema... Mais um lugar fechado, sem janelas e LOTADO de gente!!! Parece que todo mundo tem a mesma idéia! O que dizer do cinema? Sinceramente foi o lugar que tive mais medo em função do contágio, mas parecia que nem existia a tal gripe, da mesma forma que a crise...

E agora, que o frio volta, e que as indústrias fabricantes de álcool gel enriqueceram da noite pro dia, daí podemos mandar as crianças para a escola, e em janeiro quando chegar o calor, o sol, a praia... não poderemos ir!!!!

E depois eu que sou saraiva.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eco Chato 3

Nossa, esse assunto tem pano pra fazer muita manga mesmo. Ainda estou pensando no filtro de café e tem pessoas comentando que eu não estou tendo consiência futura. Claro, não abro mão nunca da idéia de que a responsabilidade não é só minha, e que sozinho, não movo nada. Para a natureza, de nada adianta eu fazer a minha parte.

Mas gostaria de trazer outras perguntas ecológicas, tipo, vc aceitaria parar de comer arroz? Pergunto isso porque para se produzir 1 kg de arroz se gasta (de acordo com sites da embrapa, epagri e cravil agronômica) de 500 a 2.000 litros de água!!!!! Puxa, aquele inocente arroz, que fica tão bom combinado com o feijão ou outro acompanhamento que possivelmente também usa muita água para ser produzido. Veja alguns exemplos, e pense, se vc aceitaria deixar de consumir para economizar água e salvar o planeta como dizem os eco chatos...

ProdutoUnidade

Litros de água

Açúcar1kg 1500
Algodão1 camiseta2700
Café1 xícara140
Carne1 Kg15500
Cerveja1 copo75
Cevada1 Kg1300
Frango1 Kg3900
Hambúrguer1 unid.2400
Leite1 litro1000
Milho1 Kg900
Ovos1 unid.200
Pão1 fatia40
Papel1 folha A410
Queijo1 Kg5000
Soja1 Kg1800
Trigo1 Kg1300

E vc fazendo xixi no banho porque a descarga do vaso que era a grande vilã...

Em segundo, assisti uma série de alternativas apresentadas pelo programa Mais Você, sobre como reaproveitar coisas que mandamos para o lixo. Apresentaram soluções para coisas que colocamos diariamente no lixo e que podem ser reaproveitadas em nossas casas, inclusive de maneiras divertidas, mas como todo bom saraiva que se preza, quero contra-argumentar.

Ela apresentou uma espécie de "pinball", feito com tampas de plástico, que coladas em um papelão desses de caixa de mudança, de maneira inclinada, quando vc solta uma bolinha, vai se debatendo nas tampas até cair do outro lado, como se fosse um fliperama. Segundo o criador da idéia, era uma maneira de se evitar que diversas tampas fossem para o lixo, e ainda podia divertir as crianças, mas eu me perguntei, por quanto tempo? Tudo bem, vc junta tampas de refrigerante, maionese, requeijão, achocolatados, café instantâneo durante dias, se diverte por minutos e coloca tudo junto no lixo. Resultado, reciclagem ou quantidade excessiva de lixo (plástico) por sacola ou saco?

Ecologia, sim, salvar o planeta, sim
Ser burro, não!!!!!Continuo achando que nossos políticos podem proibir de se produzir e comercializar as coisas nocivas, tipo sacola plástica, que é GRATIS!!! mas querem que vc compre a Ecobag.


E depois eu que sou saraiva.

Eco Chato 2 (A missão)

Hehehe, lembro de quando era adolescente e lançaram o "Rambo II, a missão" depois disso tudo que era II, era a missão...

Bom, seguindo na linha da eco chatice, resolvi analisar o lado dos transportes coletivos, ao menos aqui em Porto Alegre. Hoje decidimos ir ao centro da cidade, prestigiar uma mostra do Museu de Arte moderna do Rio Grande do Sul sobre o ano da França no Brasil, ver o quadro das meninas de Renoir entre outros, afinal um pouco de cultura não faz mal pra ninguém.

Antes de sair de casa, pensamos, vamos de ônibus, de lotação ou de carro? Logo nosso lado comodista pensou mais alto, acho que é uma atitude natural do ser humano. Eliminamos o ônibus, visto que a parada mais próxima fica um pouco distante de nossa casa, e a lotação passa na esquina. Preço da passagem, R$ 3,2o por trecho, ou seja, R$ 6,40 ida e volta por pessoa. Estavamos em 3, logo matemática simples, ida e volta, total R$ 19,20. Preço do estacionamento no centro da cidade por 4 horas, tempo suficiente para ir, voltar, tomar um café, ver a mostra e fazer alguma outra coisa, pagar uma conta, ah, eu cortei o cabelo!!! R$ 11,00...

Vc iria de lotação? Desceria um pouco longe do local que vc precisa ir, talvez na chuva? caminharia no centro, lotado, assaltantes, camelôs, pedintes, etc... podendo estacionar do lado?

Volto a dizer, não acho correto pagar para ser ecológico. Está aí uma das razões do nosso trânsito insuportável, o preço do transporte!!!!

E depois eu que sou saraiva.