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sábado, 12 de setembro de 2009

Mais uma vez

Que difícil que é assistir televisão ou ler jornal hoje em dia... Quando não está com metade das folhas apenas com propagandas, o resto não se aproveita nada. Eu sempre fico me perguntando, afinal de que lado eles estão, visto que existem várias reportagens onde parece que eles estão agindo contra nós, e eles mesmos.

Pois bem, que hoje vejo a triste notícia que soltaram mais de 200 presos (judicialmente), sob a alegação de que não existe estrutura para o abrigo desses apenados. Já tive oportunidade de escrever sobre isso, e talvez por isso o nome desse post seja mais uma vez... (sugestivo... isso quase nunca acontece...) O argumento foi de que isso era um "aviso"que o judiciário estava dando ao governo, que segundo a reportagem faz mais de 10 anos não investe nada em construção ou reforma de presídios. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto.... não me parece que esses apenados causem ou tragam algum mal ao governo, ou ao seus membros, visto que eles sempre estão bem protegidos, por seguranças ou pela brigada. Nunca soube de um preso que tenha fugido (ou que tenha sido solto) e que tenha ido ao Piratini, a Assembléia, a Prefeitura fazer mal para algum governante, mas já conosco contribuintes.... volta e meia tem gente sendo assaltada, morta, estuprada, sequestrada, e o judiciário querendo dar recado.

Na mesma linha, ou até mesmo no mesmo programa, vi uma matéria que falava de pessoas que roubavam lojas de eletrodomésticos, furtavam celulares que a polícia imagina estarem sendo encaminhados aos presídios. Claro que as antenas bloqueadoras de sinal só vão entrar em funcionamento em 2049, talvez quando já existir comunicação telepática e viagem no tempo. Como se diz, só se rouba carro porque tem alguém que compra, logo, se manda celular pra presídio porque dá pra usar!!!!!

E para finalizar, continuo sem entender qual é a da imprensa, que insiste em punir ou em colocar a polícia contra a opinião pública, como estão fazendo no caso do sem terra que infelizmente faleceu aqui no RS. Caspita, desordem tá liberado, invasão tá podendo, roubar, sequestrar, extorquir, depredar, matar na frente do teatro, assaltar lotação, lotérica, tudo pode. A polícia reprender, acabar com a arruaça, daí não póóóóóde. Se a polícia dá um tiro, é abuso, querem saber de que arma saiu, quem foi que mandou, tem que afastar o coronel. Inversão de valores total. Saudade do meu porte de arma....

E depois eu que sou saraiva.

(vejam o videozinho que eu recebi. dizem que é da venezuela, bem que podia ser aqui, já que arma só bandido pode usar)


terça-feira, 24 de março de 2009

Aparentemente alterado

Como diria o senador Zambiasi, “Olha gente, é imperessionante...”...

Já comentei outro dia a respeito das notícias que lemos no jornal diariamente. Sem querer ser redundante, pois parece que os outros posts que escrevi tem tudo a ver um com o outro.

Vejam a que ponto chegamos. O descaso total das autoridades civis e policiais. Chegamos ao ponto de um cidadão que pode andar de lancha no Guaíba atirar contra guardas civis e passageiros de um Barco de lazer restaurante/boate que navegava no Guaíba. Claro que ninguém foi preso. Suponho que pelo estatuto do desarmamento, este cidadão não tinha porte de arma, e pelo pressuposto da PF, estamos todos amparados pela polícia, e não precisamos fazer nossa própria segurança.

O que mais me indigna, é que os jornalistas que dão ênfase a este tipo de reportagem, que vem a ilustrar cada vez mais que as pessoas de bem não podem ter armas (apenas os bandidos, que não compram em lojas, não usam calibres permitidos e não tem porte de arma), pois sempre no meio de suas matérias colocam a seguinte frase:

- Aparentemente alterado pelo uso de drogas/bebida.

Claro que não me cabe julgar aqui o mérito da lei. Mas entendo que tanto a bebida como a droga, não me alteram a capacidade de discernimento. Quando eu bebo, uma cerveja ou um vinho no almoço, no jantar ou em qualquer eventualidade, e digo bebo porque não uso drogas (mas reconheço quem usa), sempre sei que é proibido cruzar o sinal vermelho, sempre sei que transar com crianças é crime, nunca esqueço que atirar contra guardas ou barcos é proibido e principalmente, que toda ação gera uma reação (Lei de Newton) e uma conseqüência.

Mas analisem a ótica dos legisladores. Se existe bafômetro que apenas consegue verificar resíduos de álcool, a lei pune quem usa o álcool e dirige, mas quem fuma maconha ou usa cocaína não é punido. Mesmo sendo a cocaína e maconha uma substância ilícita, e que o governo nada recebe cada vez que é vendida, em contrapartida, cada vez que compramos uma garrafa de vinho, pagamos uma série de impostos, geramos empregos, e ainda por cima uma multa de 900 reais com possibilidade de prisão.

Nos estádios não se pode beber, pois nessa ótica, só briga quem bebe, quem se droga. Mas se pode beber antes de entrar no estádio. Na minha opinião, quem briga já sai de casa com essa intenção, independente de beber ou usar droga. Tem gente que vai pra festa apenas para brigar, porque na sua turma, quem bate mais é o maioral. Mas em contrapartida, li no jornal outro dia uma nota que falava de um jovem que foi preso por briga no estádio e com porte de maconha, foi advertido, proibido de assistir os próximos dois jogos, e doar algumas cestas básicas para uma instituição. Enquanto o cara que toma uma taça de vinho para diminuir o colesterol, não bateu em ninguém e não consumiu um produto ilícito paga quase mil reais e pode ainda ser preso.

O difícil é entender que mesmo acontecendo problemas desse grau de importância, tem colunista que se preocupa em cercar parques, ou em defender que foi o pioneiro em apresentar um programa em pé (os outros apresentam sentados).

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 8 de março de 2009

Triste ou feliz?



É tão estranho a maneira como as coisas ecoam em meus ouvidos quando escuto outras pessoas fazendo comentários referentes a assuntos que diariamente me chateiam profundamente. As vezes por ser saraiva parece que só eu tenho tolerância zero, que só eu acho que as coisas caminham po um lado errado, então acabo ficando triste por me sentir feliz... que contradição...

Hoje escutei um radialista do fm dizendo que esteve no seu jogo rotineiro de futebol quando foram aboradados em carros diferentes ele e seu amigo, por um lavador de vidros em uma sinalieira da cidade. Contou que ele agradeceu pela limpeza e o tal lavador fora direto ao seu amigo, que inicialmente recusou e agradeceu pela prestação de serviço, mas que fora obrigado a sair de seu carro para fazer tal lavador parar de fazer o serviço, visto que após tal prestação iria querer seu pagamento.

Onde será que fica o valor que pagamos para ter segurança? Ou talvez, o que ou quem manda na segurança? Parece que quanto pior as coisas ficam, pior ficam os serviços pelos quais somos obrigados a pagar, e coincidentemente somos obrigados a reconhecer que poderiam ser piores, visto que nunca estão ao nosso agrado.

Nâo seria mais prudente ou não seria mais plausível que nosso governo fosse reconhecido por ter acabado com assaltos em sinaleiras ou sequestros em carros, ou roubos de carros, do que um déficit zero para queimar o dinheiro comprando um avião novo? Se todos sabem que na esquina da ipiranga com a perimetral existem achacadores todos os dias, da meia noite as onze da noite, porque nunca temos um policial uma viatura presente naquele local? É como eu sempre digo, dois pesos UMA medida. Em locais onde teoricamente ladrões ou vândalos ou bandidos não teriam coragem de fazer alguma coisa, temos vários policiais, e onde as coisas acontecem e são mapeadas ou divulgadas todos os dias, nunca vemos ninguém.

Quando digo que fico feliz e triste ao mesmo tempo, vou ilustrar melhor. Recentemente soube de um pedido de porte de arma na polícia federal, organismo único para tratar de assuntos deste tipo atualmente depois do estatuto do desarmamento. Tal documento foi pedido em virtude de conhecer algumas pessoas comuns como nós, que possuem o documento que em tese deveria ser proibido para qualquer cidadão, claro, assim como é proibido traficar drogas, assim como é proibido roubar carros, etc... e por me sentir inseguro nas ruas, ou em minha própria casa.


Tal documento foi negado duas vezes, uma em pedido normal, outra em recurso administrativo, sob a alegação de que não corremos riscos adicionais na rua, do que qualquer cidadão comum e que devemos ser protegido pela polícia. Me foi dito que pelo estatuto, nossas profissões não podem ser consideradas de risco (embora essas pessoas que conheço sejam de mesma ou parecida profissão, e possuem tal documento), mas que principalmente, o estatuto do desarmamento veio a existir para diminuir o acesso do bandido as armas, visto que nós cidadãos comuns em situação de assalto, temos nossas armas retiradas pelos bandidos e que estas são usadas para novos crimes.

Me surpreende que semana passada tenha sido assaltado um centro de treinamento da polícia, onde os ladrões sem qualquer respeito ou medo, tenham roubado fuzis e pistolas .40, armas que eu ou vc como cidadão comum não temos acesso (não podemos comprar, nem usar). Me surpreende que um médico, seja ele boa ou má pessoa (não estou julgando seus atos) tenha sido morto por uma pistola de calibre que somente a polícia deveria ter acesso.

Mas claro, somos nós os comuns que abastecemos o crime de armas.

E depois eu que sou saraiva...