Mostrando postagens com marcador juiz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juiz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pacto

Queria propor um pacto. Tenho visto nos jornais e na televisão, decisões vistas por alguns como polêmicas, por outros como exemplar, talvez uma coisa óbvia em uma sociedade democrática. Eu mesmo já escrevi outras vezes sobre algumas dessas decisões, como no exemplo do juiz que disse que os ladrões de caminhões presos em Canoas (RS), não podiam irem pra cadeia, por não terem condições de lá abrigá-los, e também porque não ofereciam perigo para a sociedade.

Da mesma forma, se te pegam dirigindo embriagado, nunca pensam dessa forma. A primeira coisa que fazem é tomar a multa, depois encaminhar para o presídio, não se importando se lá é um ambiente propício para receber uma pessoa como você ou se você oferece perigo para a sociedade, uma vez que se a polícia te pegou em uma blitz com bafômetro, teoricamente ainda nenhum acidente foi cometido, ao contrário dos ladrões, que foram pegos roubando, com o produto do crime.

Agora, eis que mais um candidato a notoriedade, decide que o pavilhão (não recordo o número ou letra) tal, não pode mais receber nenhum preso, até que sejam reformados os prédios e ofereçam qualidade suficiente para abrigar no máximo 240 presos, daí que faço a proposta do pacto.

Ninguém mais comete nenhum crime, até que o pavilhão fique pronto, ok?

Mas ao mesmo tempo me respondam. Tais pavilhões não estão destruídos por rebeliões feitas pelos próprios presos? Que agora até direito a bolsa do tipo família, com valor de mais ou menos R$ 750,00 por mês? Para que dar qualidade ou conforto para alguém que agiu de maneira contrária às regras e que amanhã destruirá tudo novamente em uma nova rebelião?

Quando vão criar a bolsa assassinado, bolsa assaltado ou bolsa lesado por quem está no ócio, dormindo, traficando, controlando negócios de dentro do presídio ou tendo suas visitas íntimas? Será que o local onde foi enterrada sua vítima tem "condições"?

Estamos vivendo em uma época em que não ficarei surpreso, quando enxergar os postes, mijando nos cachorros.

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Paradinha

Ontem li no jornal que o senhor Joseph Blatter, excelentíssimo presidente da FIFA, teria recomendado aos árbitros de seu quadro e consequentemente as suas confederações, a punição aos jogadores (com cartão amarelo) que utilizarem do recurso da paradinha na cobrança de pênaltis.

Confesso que não entendi. Enquanto todos os outros esportes, o tênis, o vôlei, se rendem aos recursos da eletrônica, principalmente no auxílio a arbitragem, na FIFA além disso ser terminantemente proibido, ficam dando pitaco em coisas que não lhes dizem respeito.

Claro, que o goleiro não tem nenhuma chance. Mas isso não é culpa dele, muitas vezes nem foi ele quem cometeu a infração. Agora, se o lance se chama penalidade máxima, porque ele tem que ter chance? Devia se chamar penalidade mínima então. Imagine que você comete um crime (como se tivesse feito um pênalti) e é condenado a cadeira elétrica, mas se a voltagem for 1.000.000 de volts as chances de ficar vivo são nulas, então, vamos colocar duas pilhas de 1,5 volt cada uma...

Sinceramente, acho que pênalti devia valer dois, ou ser cobrado sem goleiro, daí sim seria penalidade máxima. Vou sugerir a FIFA que mude o nome.

E depois eu que sou saraiva

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Liberação da bebida

Eis que um juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública de Goiás, Ari Ferreira de Queiroz, concedeu ontem liminar que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no estádio Serra Dourada. Já não era sem tempo, não que eu esteja incentivando o consumo ou fazendo apologia ao uso do álcool, mas era uma lei ridícula. Ridícula porque nunca foi a bebida o motivo ou culpa de alguma coisa, principalmente porque os eventos atribuídos ou ocasionados supostamente pelo uso da bebida continuaram acontecendo.

Eu mesmo, já havia entrado em polêmicas tanto em jornais quanto programas esportivos de rádio, manifestando minha opinião de que a bebida não era a culpada. Sempre fui criticado, mas entendo que opinião é livre, e ao menos deve ser respeitada, e claro, o fato de eu pensar assim, não significa que eu esteja correto. Da mesma forma que sempre fui contra a lei seca, que proibe as pessoas de bem ou de boa índole como sempre digo, de tomarem seu cálice de vinho ou sua lata de cerveja no almoço, ao sair da academia, do futebolzinho com os amigos.

Eu entendo que as pessoas que geralmente se metem em confusão independem da bebida ou da droga. Defendo que tais pessoas tenham má indole, e que saem de casa com intenção de se meter em confusões, seja no estádio, no trânsito, ou em qualquer lugar. Sem falar que a bebida era disponível nos arredores dos estádios e ninguém era impedido de entrar no estádio, mesmo aparentando embriaguez. Eu já consumi bebidas em jantares, churrascos, atividades esportivas, etc... e sempre que volto pra casa, nunca esqueci que o sinal vermelho era para parar, e tampouco a bebida me fez esquecer. Continuo lembrando as palavras que agridem ou que ofendem, sei onde moro, e principalmente, continuo sempre lembrando e sabendo, o que é certo e o que é errado, ou o que é permitido e o que é proibido. No entanto entrar no estádio com maconha talvez fosse proibido, mas não era fiscalizado. Da mesma forma no trânsito, vc não pode beber e dirigir, mas pode fumar, cheirar, injetar ou consumir por alguma outra via diferente das citadas, pois não existe a fiscalização ou a comprovação do uso.

Estou fazendo essas comparações apenas porque muitas das vezes, essas proibições se dão por suporte de psicólogos, policiais ou jornalistas que defendem a inocência dos vândalos ou transgressores sob a alegação de que a pessoa estava aparentemente sob o efeito de álcool ou drogas. Aproveitando, faria também um comparativo. Se te pegam dirigindo após consumir álcool, se paga multa de mil reais, vai para a delegacia. Se te pegam com drogas no estádio, vc é levado ao juizado especial do estádio e é condenado a pagar uma cesta básica ou prestar algum serviço, mas a pena mais comum que eu tenho notícia é ser impedido de ir ao estádio por um número determinado de jogos, tendo que ir a uma delegacia no horário do jogo assinar um termo. E álcool se compra no super, e droga? Álcool é lícito, e droga?

Eu defendo o aumento do valor dos ingressos nos estádios. E defendo minha teoria de que a bebida não é a culpada pelo simples fato de que em copa do mundo, tem bebida, em mundial interclubes, tem bebida, em fórmula 1, tem bebida. Casualmente, o valor dos ingressos é bem mais elevado... Inclusive em copa do mundo ou mundial interclubes, se pode ver torcedores rivais, sentados um ao lado do outro, sem grades, sem agressões.

A decisão de suspender a venda de bebidas integra um protocolo de intenções assinado com o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União. Mesmo com a proibição nos jogos promovidos pela CBF, o COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, já avisou às cidades-sedes que terão de fazer leis para liberar a venda de álcool nos estádios do Mundial. A mudança de atitude é explicada por um contrato da cervejaria Budweiser com a Fifa que se estende até 2014 (Folha de São Paulo).

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Briga de Cachorro Grande


Novamente estamos vivendo uma época de inversão de valores. Eis que ontem nos telejornais soubemos que uma quadrilha de ladrões de caminhão fora desmantelada, após deixarem uma isca para prenderem os bandidos, e que a prisão preventiva dos acusados fora indeferida pelo juiz em virtude das más condições dos presídios.

Entendo a opinião dele, de que precisamos ter mais presídios, pois cada dia temos mais vagabundos em ação nas ruas, seja por oportunidades novas, seja por indultos concedidos por juízes, seja por necessidade.

Mas gostaria que entendessem a minha. Eu pago os meus impostos, que são cobrados para exatamente sustentar famílias pobres (para que não precisem roubar), para que financie estudos para quem é carente (para ter educação e aprender que não se deve roubar), para termos uma polícia eficiente (para que os ladrões pensem antes de roubar nas consequencias dos seus atos) e para que existam presídios, ruas, estradas, hospitais, etc...

Então, porque eu, que ajudo a financiar todo o sistema, inclusive participando do pagamento do salário do judiciário, tenho que ser punido pela atitude do juiz e pela falta de atitude do governo?

Porque eu tenho que sair a rua com medo ou deixar de sair por saber que estes malandros dentre outros continuam nas ruas praticando seus delitos impunemente e com a certeza de que nada irá lhes acontecer?

Sinceramente, acho que presídio tem que ser um lugar ruim mesmo, pois quem pratica atos maldosos, quem se beneficia prejudicando os outros tem mais é que passar dificuldade. Não acredito em reintegração a sociedade e as estatísticas me fazem não acreditar. O bandido sai da cadeia hoje e assalta amanhã. É mais fácil roubar, não pagar imposto, do que estudar, trabalhar, acordar cedo.

Ficou a briga agora para os grandes decidirem. Daqui a pouco vão soltar o beira-mar, porque ele não oferece risco pra sociedade, ou pq não foi violento com ninguém.

É preciso acontecer as tragédias para se fazer alguma coisa. Por isso o nome é PREVENTIVA!!!

E depois eu que sou saraiva.