terça-feira, 6 de abril de 2010

Idioma 2

O castelhano continua me pregando peças. Sempre tem uma coisa que é meio Denorex, que parece mais não é.

Outro dia desses, passeando por uma das calles peatonales, os nossos calçadões, resolvemos entrar em um bar pra tomar um café, comer alguma coisa, pois o chimarrão tinha dado fome. Aqui na Espanha os garçons meio que não atendem a gente, não limpam as mesas, jogam tudo no chão, uma loucura, e até que a gente se acostume, demora um pouco. Dizem que quanto mais sujeira tiver embaixo ou perto dos balcões e mesas, melhor é o bar!!! Imagina então...

Bom, mas nesse episódio estava eu procurando um café pra tomar, e nesse bar ao invés do cardápio, tinha um quadro na parede com os cafés. Eis que para minha surpresa, achei um café chamado "caralinho".

Isso mesmo, todo mundo sabe que caralho = carajo

Kraleo, pensei. Como vou pedir um negócio desses. Fiquei me sentindo em São Paulo quando vamos na padaria e pedimos um cacetinho.... hehehe

Outra coisa que descobri, foi que bolsa de apostas, ou o nosso popular bolão, que fazemos de mega sena, de futebol, de copa do mundo, aqui se chama PORRA!!!! Além de ser um sobrenome!!!

Hehehehe

Ainda vou quebrar muito a cara por aqui com o castelha!!!


E despues yo que soy Saravia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Idioma

Caraca. Sempre gostei de estudar idiomas. Minha esposa diz que eu tenho facilidade. Acho que é esforço e dedicaçao mesmo. Mas eu sempre entendi que fluência somente é possível quando se tem experiências no exterior. Se pode passar uma vida estudando em casa, na escola de idiomas, mas quando vc chega no outro país, muda a entonaçao, muda o acento, muda tudo, principalmente algumas palavras as quais vc ou nao aprendeu (porque nao fazem parte de contextos) ou nunca ouviu falar.

Essa semana busquei meu filho na escola, e fomos almoçar fora. Chegamos no restaurante, chamado "Gaucho Grill", onde pensamos em comer uma carninha parecida com a que tínhamos em nosso rincao antes de aqui aportarmos. Pedimos, almoçamos, e quando chegou a hora da sobremesa e café, eu pedi a conta. Quando a garçonete, uma argentina que ali trabalha me perguntou:

- Te puedo invitar a un "chupito" ?

Caraleo, pensei. Aqui assim no mais? Na frente de todo mundo? Como assim?

Fiz uma cara de quem nao tava intendeindo e perguntei:

-what a fuck is it?

Ela me explicou que era um copinho pequeno, geralmente servido com licores. Me ofereceu ou um Pedro Ximenes (um licor treeeeeee bom que tem por aqui, onde Pedro Ximenes é o nome da uva) ou um de yerbas. Como já conhecia do tal Pedro, aceitei o de Yerbas.

Depois ela acabou me ensinando o nome dos outros copos. Vaso é o copo normal, e que eu conhecia. Jarra é uma caneca um pouco maior, Baloncito os copos tipo taça e Copa, os de vinho. Sempre bom aprender, para nao cometer errores como eles dizem por aqui, vai que me oferecem outra coisa que eu possa pensar bobagem..., tipo a letra Q.

Calma saraiva!

Un saludo!

terça-feira, 2 de março de 2010

Diferenças 2

Viver em outro país nos faz adquirir novos hábitos. Claro, também faz com que percamos alguns. E um dos que estou tentando perder, é o de ler Zero Hora. Claro, sinto falta de ler sobre o Gremio, por exemplo, mas me desagrada tanto ler notícias como a das gangues que se enfrentaram na redençao.

Esse assunto nao é novidade, visto que inclusive fui duramente criticado quando em outro post, se nao me engano sobre o pontal do estaleiro, deixei minha opiniao de que os espaçcos públicos deveriam aos poucos irem se extinguindo. Calma, vou explicar porque, de novo. Ontem, ao ler a matéria no jornal, vi comentários de pessoas dizendo, nao venho mais aqui, nao trago mais meus filhos aqui. De que adianta ter parques, praças, pontais e outros espaços, se nao os podemos frequentar? Pagamos impostos para ter segurança, saúde, escola, etc... e ainda assim nao podemos usufruir das coisas pelas quais pagamos? Por isso disse e repito, que esses espaços deveriam ser loteados. Ao menos, as pessoas que ali morarem ou trabalharem, irao diminuir um pouco a carga de impostos, visto que aumentaria a arrecadaçao.

Achem idiota ou nao, é um ponto de vista. Aqui em Madri ontem, teve uma passeata pedindo maiores puniçoes para criminosos menores de 16 anos, e olha que aqui nao tem Estatuto da Criança e do Adolescente. A maioria dos crimes aqui sao cometidos por extrangeiros, que se aproveitam da ingenuidade da populaçao, ou de quem nao está esperando o ataque. Aqui, quando se anda pela rua, pode ser 10 da noite, se enxerga diversas pessoas caminhando em parques, andando pelas ruas, pois o turno normal começa mais tarde (o trabalho, a escola, começam as 9 da manha), as pessoas aproveitam mais o tempo livre. E sem medo.

(desculpem a acentuaçao, os teclados aqui nao sao iguais aos brasileiros!!!)

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Diferenças

Cada país tem suas características, seus hábitos, seus costumes. Claro, nada que a gente não possa se adaptar, mas existem algumas coisas que me surpreendem. Aqui na Espanha, onde estamos, matriculamos nosso filho em uma escola particular. Não porque a pública seja ruim como no Brasil, ou tenha assaltantes, traficantes ou coisa parecida. Optamos por uma escola que possui ensino trilíngue. Além das aulas em espanhol, a escola ensina em inglês e francês, com aulas das 9 da manhã até as 6 da tarde.

As crianças usam gravata (inclusive as meninas), todos uniformizados e não se permite usar por exemplo uma roupa de ginástica em horário de usar calça, camisa, gravata e um blusão. Mas o fato que mais me surpreendeu foi de que as crianças tem aulas de civilidade, de comportamento, e na escola!!! Fosse no Brasil iriam dizer que a obrigação seria dos pais, de ensinar em casa.

Além disso, meu filho trouxe um exemplo outro dia que ficamos boquiabertos, talvez por estarmos acostumados com o Estatuto da Criança e do Adolescente, e com as decisões tomadas contra escolas e professores. Disse ele que um colega roubou uns lápis da professora, apagou o nome dela, e escreveu o dele, por não ter trazido de casa. Disse que a professora o chamou de ladrão e mentiroso na frente de todos, e disse que iria chamar os pais dele, além de ter deixado o menino sem recreio por uma semana. Perguntou ao meu filho se no Brasil tinham ladrões nas escolas.

Imaginamos que se fosse no Brasil, iriam demitir a professora, processar a escola e ganhar uma mega indenização. Talvez por isso que tenha menos roubos, menos sem-vergonhice.

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Edital

Edital. "Tudo esta escrito no edital senhor, e se esta no edital é lei." Por que será que o nome não é idiotal, pois quem o escreve deve ser um idiota.

Fiz contra minha vontade um concurso publico. Me senti um bandido de renome internacional. Me fizeram tirar o relógio, escrever apenas com a carga da minha caneta, pois não tinha corpo transparente. Tive de tirar os óculos, tirar a bateria do celular. Sequer a chave do carro
pude deixar no bolso, pois caso eu fosse ao banheiro, seria submetido ao detector de metais. E mais, caso meu celular tocasse ou eu fosse surpreendido portando um lápis que fosse, seria automaticamente eliminado do concurso.

Uma pena que o idiota que escreve esse idiotal não trabalha no ministério da justica ou coisa que o valha, pois no presídio se pode usar celular, até fazer extorções. Claro, não se fez um edital para
admitir presos, logo, não é lei como me disse a imbecil que me recepcionou.

Ao sair tive acesso ao saco lacrado onde tive de depositar meus pertences, saco plástico, daqueles que entopem bueiros e aumentam o efeito estufa. Claro, o presidente disse que ia colaborar para
reduzir! Imaginem e pasmem, nos orelhões tinha um cartaz escrito "interditado", com os fones pendurados, como se alguém muito ninja fosse sair da sala, passar pelos muitos fiscais no corredor, pegar o telefone público ligar para alguem e pedir ajuda numa resposta, num concurso onde praticamente quem erra uma questão, está automaticamente fora.

Agora entendo o sentido da frase não roube, o governo detesta concorrência, afinal, o concurso era federal. Imagine que eu ia gastar um milhão fazendo um sistema de cola eletronica com óculos escuros de cristal liquido, com celulares 3G ou televisao digital, para ganhar pouco mais de 10 mil por mês? Tem deputado que faz isso... E nem precisa fazer concurso!

Lembrei também de outra frase famosa, que diz: "cada um julga os outros por si". Se roubam e sacaneiam, claro que imaginam que eu farei igual.

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Guerra de torcidas

Cheguei a ficar constrangido, pensando que iria escrever um post chamado " Isso tem que ter fim 4". Como eu disse desde o começo, existem tantas coisas que precisariam ter fim, quem sabe até para abrir espaço para que o trânsito pudesse ser mais respeitado e seguro. De qualquer maneira hoje não tenho intenção de falar sobre trânsito. Além de ter acompanhado na mídia as guerras de gangues (não sei se dá pra chamar de torcida) na cidade de Bento Gonçalves, onde os clubes de Porto Alegre estão fazendo pré-temporada, escutei as declarações dos presidentes dos clubes com relação a atitude que tomarão daqui pra frente para com esses torcedores.

Eu defendo e faz tempo que o acesso tem que ser mais caro, mas o presidente e todo mundo que tem função pública, seja ela governista ou jornalista, sempre defendem que futebol é o pão do povo, que tem que ser barato, mas cada vez mais acontecem esses episódios. Como eu digo, no mundial interclubes e na copa do mundo, se pode beber (aqui não pode), as torcidas não são separadas (ficam mesmo as rivais lado a lado), e a flauta é saudável, sem brigas, sem ofensas, como é nos nossos jogos de final de semana, um dia vc está no time de um, outro no de outro, então a flauta ou corneta é sempre bacana. Quem nunca mandou um mail ou um SMS na segunda feira, quando o adversário perdeu um jogo, um título importante? Essa é a parte bacana.

Mas existem sempre aqueles que colocam o seu time na ponta de tudo. É mais importante que seu emprego, que sua família, que suas necessidades, e acaba agindo de maneira lamentável, destruindo patrimônio, homenagens, machucando pessoas (as vezes do mesmo time), e o pior, SEM PUNIÇÃO.

Claro que tenho certeza que nada vai acontecer, pois para coisas piores como ser preso com drogas, invasão de campo, agressão a jogadores dentre outras coisas, as penas são doar uma cesta básica, comparecer na delegacia na hora do jogo durante duas ou três partidas. E vc que tomou um cálice de vinho vai pra cadeia se te pararem no bafômetro....

De qualquer maneira parabenizo os dirigentes, que disseram que irão banir os responsáveis de seus quadros sociais, e nunca mais vender sequer ingressos para eles. Continuo pensando que isso não irá cessar a violência, tampouco essas barbaridades, mas sempre é um começo. Pensar que vi no domingo o repórter Regis Rosing falando sobre um país da África que agora volta ao futebol, pois no passado suas torcidas se mataram, se encurralaram, claro, por política, mas para nós, futebol é religião, logo, lembrem da Al Qaeda, muçulmanos, guerra santa.

Imaginem onde vamos parar.

E depois eu que sou saraiva.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Isso tem que ter fim 3

Das tantas coisas que imagino, merecessem ter fim, e que sequer são lembradas em campanhas de televisão, queria lembrar das cheias em São Paulo. O que parece aqueles túneis alagados, as ruas cobertas de água. Pensar que dias atrás estavamos vendo candidatos prometendo resolver esses problemas, e que nessa hora, além de não aparecerem na televisão ou no próprio local onde os problemas acontecem, ainda tem a cara de pau de pedir doações de roupas, comida, colchões e etc... como se o dinheiro pago nos impostos, sejam eles quais forem, não fossem suficientes para cobrir estes reparos ou prevenir novos acontecimentos...

Acho que já escrevi outra vez sobre isso, mas como seria interessante se existisse uma fiscalização e multas para organismos públicos, assim como tem para verificar nossas infrações no trânsito. Imagina, deu um problema de alagamento, a prefeitura teria que pagar uma multa de x mil reais. Tem uma rua sem sinalização, ou com sinaleiras sem funcionamento? Multa. Mas claro que não né... São eles que fazem as leis e os tontos que colocam eles lá? NÓS!!!!!

Outro episódio que não consigo deixar passar batido é sobre o ônibus que se acidentou em Porto Alegre. Estão tentando fazer uma conexão entre um motorista que teria cortado a frente do ônibus, fazendo com que ele tenha perdido o controle e batido o veículo. Quero deixar registrado apenas, que tais ônibus que fazem essas linhas chamadas "rápidas", são corredores natos, estão sempre trafegando pela pista da esquerda (pois eles tem pressa), cortam a frente de todos para conseguirem parar nos pontos de parada, ficam pressionando a passagem dando lampejos e buzinadas como se estivessem ameaçando passar por cima. Fácil agora colocar a culpa em um motorista que sabe-se lá não tenha sido pressionado por este ônibus e num ato de despreparo tenha tido uma conduta sem noção, freado, ou jogado o carro para o lado?

E depois eu que sou saraiva.