domingo, 21 de fevereiro de 2010

Diferenças

Cada país tem suas características, seus hábitos, seus costumes. Claro, nada que a gente não possa se adaptar, mas existem algumas coisas que me surpreendem. Aqui na Espanha, onde estamos, matriculamos nosso filho em uma escola particular. Não porque a pública seja ruim como no Brasil, ou tenha assaltantes, traficantes ou coisa parecida. Optamos por uma escola que possui ensino trilíngue. Além das aulas em espanhol, a escola ensina em inglês e francês, com aulas das 9 da manhã até as 6 da tarde.

As crianças usam gravata (inclusive as meninas), todos uniformizados e não se permite usar por exemplo uma roupa de ginástica em horário de usar calça, camisa, gravata e um blusão. Mas o fato que mais me surpreendeu foi de que as crianças tem aulas de civilidade, de comportamento, e na escola!!! Fosse no Brasil iriam dizer que a obrigação seria dos pais, de ensinar em casa.

Além disso, meu filho trouxe um exemplo outro dia que ficamos boquiabertos, talvez por estarmos acostumados com o Estatuto da Criança e do Adolescente, e com as decisões tomadas contra escolas e professores. Disse ele que um colega roubou uns lápis da professora, apagou o nome dela, e escreveu o dele, por não ter trazido de casa. Disse que a professora o chamou de ladrão e mentiroso na frente de todos, e disse que iria chamar os pais dele, além de ter deixado o menino sem recreio por uma semana. Perguntou ao meu filho se no Brasil tinham ladrões nas escolas.

Imaginamos que se fosse no Brasil, iriam demitir a professora, processar a escola e ganhar uma mega indenização. Talvez por isso que tenha menos roubos, menos sem-vergonhice.

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Edital

Edital. "Tudo esta escrito no edital senhor, e se esta no edital é lei." Por que será que o nome não é idiotal, pois quem o escreve deve ser um idiota.

Fiz contra minha vontade um concurso publico. Me senti um bandido de renome internacional. Me fizeram tirar o relógio, escrever apenas com a carga da minha caneta, pois não tinha corpo transparente. Tive de tirar os óculos, tirar a bateria do celular. Sequer a chave do carro
pude deixar no bolso, pois caso eu fosse ao banheiro, seria submetido ao detector de metais. E mais, caso meu celular tocasse ou eu fosse surpreendido portando um lápis que fosse, seria automaticamente eliminado do concurso.

Uma pena que o idiota que escreve esse idiotal não trabalha no ministério da justica ou coisa que o valha, pois no presídio se pode usar celular, até fazer extorções. Claro, não se fez um edital para
admitir presos, logo, não é lei como me disse a imbecil que me recepcionou.

Ao sair tive acesso ao saco lacrado onde tive de depositar meus pertences, saco plástico, daqueles que entopem bueiros e aumentam o efeito estufa. Claro, o presidente disse que ia colaborar para
reduzir! Imaginem e pasmem, nos orelhões tinha um cartaz escrito "interditado", com os fones pendurados, como se alguém muito ninja fosse sair da sala, passar pelos muitos fiscais no corredor, pegar o telefone público ligar para alguem e pedir ajuda numa resposta, num concurso onde praticamente quem erra uma questão, está automaticamente fora.

Agora entendo o sentido da frase não roube, o governo detesta concorrência, afinal, o concurso era federal. Imagine que eu ia gastar um milhão fazendo um sistema de cola eletronica com óculos escuros de cristal liquido, com celulares 3G ou televisao digital, para ganhar pouco mais de 10 mil por mês? Tem deputado que faz isso... E nem precisa fazer concurso!

Lembrei também de outra frase famosa, que diz: "cada um julga os outros por si". Se roubam e sacaneiam, claro que imaginam que eu farei igual.

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Guerra de torcidas

Cheguei a ficar constrangido, pensando que iria escrever um post chamado " Isso tem que ter fim 4". Como eu disse desde o começo, existem tantas coisas que precisariam ter fim, quem sabe até para abrir espaço para que o trânsito pudesse ser mais respeitado e seguro. De qualquer maneira hoje não tenho intenção de falar sobre trânsito. Além de ter acompanhado na mídia as guerras de gangues (não sei se dá pra chamar de torcida) na cidade de Bento Gonçalves, onde os clubes de Porto Alegre estão fazendo pré-temporada, escutei as declarações dos presidentes dos clubes com relação a atitude que tomarão daqui pra frente para com esses torcedores.

Eu defendo e faz tempo que o acesso tem que ser mais caro, mas o presidente e todo mundo que tem função pública, seja ela governista ou jornalista, sempre defendem que futebol é o pão do povo, que tem que ser barato, mas cada vez mais acontecem esses episódios. Como eu digo, no mundial interclubes e na copa do mundo, se pode beber (aqui não pode), as torcidas não são separadas (ficam mesmo as rivais lado a lado), e a flauta é saudável, sem brigas, sem ofensas, como é nos nossos jogos de final de semana, um dia vc está no time de um, outro no de outro, então a flauta ou corneta é sempre bacana. Quem nunca mandou um mail ou um SMS na segunda feira, quando o adversário perdeu um jogo, um título importante? Essa é a parte bacana.

Mas existem sempre aqueles que colocam o seu time na ponta de tudo. É mais importante que seu emprego, que sua família, que suas necessidades, e acaba agindo de maneira lamentável, destruindo patrimônio, homenagens, machucando pessoas (as vezes do mesmo time), e o pior, SEM PUNIÇÃO.

Claro que tenho certeza que nada vai acontecer, pois para coisas piores como ser preso com drogas, invasão de campo, agressão a jogadores dentre outras coisas, as penas são doar uma cesta básica, comparecer na delegacia na hora do jogo durante duas ou três partidas. E vc que tomou um cálice de vinho vai pra cadeia se te pararem no bafômetro....

De qualquer maneira parabenizo os dirigentes, que disseram que irão banir os responsáveis de seus quadros sociais, e nunca mais vender sequer ingressos para eles. Continuo pensando que isso não irá cessar a violência, tampouco essas barbaridades, mas sempre é um começo. Pensar que vi no domingo o repórter Regis Rosing falando sobre um país da África que agora volta ao futebol, pois no passado suas torcidas se mataram, se encurralaram, claro, por política, mas para nós, futebol é religião, logo, lembrem da Al Qaeda, muçulmanos, guerra santa.

Imaginem onde vamos parar.

E depois eu que sou saraiva.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Isso tem que ter fim 3

Das tantas coisas que imagino, merecessem ter fim, e que sequer são lembradas em campanhas de televisão, queria lembrar das cheias em São Paulo. O que parece aqueles túneis alagados, as ruas cobertas de água. Pensar que dias atrás estavamos vendo candidatos prometendo resolver esses problemas, e que nessa hora, além de não aparecerem na televisão ou no próprio local onde os problemas acontecem, ainda tem a cara de pau de pedir doações de roupas, comida, colchões e etc... como se o dinheiro pago nos impostos, sejam eles quais forem, não fossem suficientes para cobrir estes reparos ou prevenir novos acontecimentos...

Acho que já escrevi outra vez sobre isso, mas como seria interessante se existisse uma fiscalização e multas para organismos públicos, assim como tem para verificar nossas infrações no trânsito. Imagina, deu um problema de alagamento, a prefeitura teria que pagar uma multa de x mil reais. Tem uma rua sem sinalização, ou com sinaleiras sem funcionamento? Multa. Mas claro que não né... São eles que fazem as leis e os tontos que colocam eles lá? NÓS!!!!!

Outro episódio que não consigo deixar passar batido é sobre o ônibus que se acidentou em Porto Alegre. Estão tentando fazer uma conexão entre um motorista que teria cortado a frente do ônibus, fazendo com que ele tenha perdido o controle e batido o veículo. Quero deixar registrado apenas, que tais ônibus que fazem essas linhas chamadas "rápidas", são corredores natos, estão sempre trafegando pela pista da esquerda (pois eles tem pressa), cortam a frente de todos para conseguirem parar nos pontos de parada, ficam pressionando a passagem dando lampejos e buzinadas como se estivessem ameaçando passar por cima. Fácil agora colocar a culpa em um motorista que sabe-se lá não tenha sido pressionado por este ônibus e num ato de despreparo tenha tido uma conduta sem noção, freado, ou jogado o carro para o lado?

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim 2

A fonte de inspiração para os posts que eu escrevo são as bobagens que eu escuto na televisão ou leio nos jornais. Digo bobagens porque na minha opinião existem assuntos muito mais importantes para o coletivo.

Por exemplo, hoje na televisão, vi os apresentadores e os comentaristas falarem sobre um cidadão que estava trafegando na BR 116 com sua família, e estavam algumas crianças em pé nos bancos, sem cinto. Primeiro que chamar aquilo de carro já era para se ofender. Quando digo que são os carros velhos que tem que ter fim, entendo que eles são grandes responsáveis por engarrafamentos, por acidentes, por mortes, simplesmente porque as pessoas que os compram, juntam tudo o que tem para fazê-lo, e não tem condições de pagar mais por segurança nos seus carros. O culpado disso é o legislativo e o executivo que permitem.

Gozado que não vejo o Sr. Lasier Martins, dizendo que é perigoso ou ato criminoso, uma criança dirigir uma carroça na BR 116. Claro, para dirigir carroça, não se tira carteira de motorista, não se tem luz de freio, não se tem placa, o pneu pode estar careca, não precisa triângulo ou estepe, tampouco precisa pagar pedágio ou IPVA. E não satisfeitos com isso, ainda tem jornalista do mesmo programa que faz reportagem e viaja junto com os carroceiros pela estrada, como se isso fosse importante para ser noticiado em um jornal.

Para perguntar se eu quero ter direito a ter arma de fogo ou a ter 4 anos pra presidente eu tenho que votar no plebiscito, mas porque não me perguntam se eu quero conviver com carroças pelas ruas? Ou ter que desviar de carrinhos de papeleiros na PERIMETRAL as 18 horas, porque eles andam na contramão? Ou desviar de uma carroça parada numa via de grande circulação estacionada numa placa de proibido parar e estacionar? A lei não é igual para todos?


Claro que vai ter um idiota que vai dizer, coitados, eles dependem disso pra viver, eles coletam as coisas da rua para vender. Mas porque não se manifestam assim também em defesa das datilógrafas, dos afiadores de faca ambulantes, dos alfaiates, sapateiros, lavadeiras, lambe-lambes e outros tantos que já se foram.

Ah, falando em carroça, o cocô do seu cachorro você tem que juntar, porque tem multa, mas a bosta de cavalo na rua não tem necessidade, pode sujar a vontade.

Ainda bem que para ver esse tipo de matéria eu ainda posso mudar o canal.

Carroça e Lasanha (carro velho, todo remendado de massa plástica)
ISSO TEM QUE TER FIM!!!!!!!!


Seu Saraiva deseja a todos um feliz 2010! Sem carroças!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim


Que me perdoem o Lasier Martins e a Rosane de Oliveira. Mas não aguento mais ouvir falar em acidentes, em feriado prolongado, em violência no trânsito. Sinceramente não concordo com isso, e principalmente com o que disseram os dois anteriormente citados. O primeiro disse que se não existisse a campanha, os números seriam maiores, e a segunda disse que os pardais e lombadas fora de circulação seriam um presente de natal para os infratores.

Eu não gosto de confundir as coisas. Uma coisa é existirem leis, outra coisa é existir respeito. O que falta para nosso povo não é lei, é respeito. Pardal e lombada, todo mundo sabe onde fica, portanto não concordo que o pessoal espere esse dia para acelerar seus carros e querer se matar no feriado de natal.

O que precisa ter fim, é carro velho, carro sem manutenção, carro todo quebrado. Isso sim provoca acidente, e nem precisa ser em alta velocidade. Quantas vezes vemos na freeway carros sem a menor condição de trafegar, andando a 80 ou 90 km/h, chacoalhando tudo, sem freio (sempre vemos um que invadiu uma casa, matou não sei quantos), com a porta amarrada, sem farol ou sinaleiras, sem luz de freio. Reparem nos jornais, sempre que temos uma tragédia, tem um fusca, uma brasília, um corcel, um chevette. Mas estamos sempre lendo que o vilão foi um audi, que passou a 15o, um bmw que foi multado a 160 km/h. Mas sempre somente foram multados, não mataram ninguém, não invadiram nenhuma casa, porque são novos, são modernos.

O que precisa ter fim é a falta de respeito dos organismos públicos, que não dão manutenção nas estradas, nas vias de acesso. Essa semana viajei pela BR 386, e não tem uma linha pintada no chão. Fica tudo preto, com farol desregulado no rosto, não se sabe se está na pista da direita ou esquerda, mas daí se acontece um acidente, ninguém vai dizer que o governo não pintou as linhas da estrada, ou não colocou os retrorrefletores (olho de gato). Isso sim tem que ter fim.

Veja como as coisas tem ângulos diferentes, e como é fácil apenas dizer que as pessoas correm. Lembro que em 1976, na freeway se podia guiar a 120 km/h, de fusca, de brasília e de corcel, sem cinto, sem abs, sem pneu tubeless, ou seja, sem segurança nenhuma, e hoje, que temos tudo... temos que andar a 80.

Se as pessoas tivessem educação, nem precisava pardal.

E depois eu que sou saraiva.

Drummond


Como diria seu pfeifer, isso é uma xinelagem!!!!

Ter que dar como notícia no jornal da globo que vândalos ou ladrões roubaram o óculos da estátua do poeta no rio de janeiro pela milésima vez. E claro, ao invés de dar punição, exemplo, nada, vão colocar uma câmera, para depois dizer que as imagens não falam por si, ou não valem como prova de roubo ou vandalismo. Esse é o país do futuro!!! Só não sei de quem!!!!

É triste, mas fazer o que? Eu já faço a minha parte, doando espontaneamente 1/3 do meu salário com impostos, e sem ter nada em troca, pois preciso pagar por planos de saúde, por segurança privada, seguro para carro, escola para meu filho, faculdade ou pós privada para mim, e ainda tenho que ouvir que roubaram o óculos de novo....

Vai ver que é porque as cadeias estão cheias de pessoas que tomaram um cálice de vinho no almoço, ou uma cerveja no happy hour, não sobra espaço para quem é vândalo ou ladrão.

Vai ser bacana de ver essas coisas na época da copa, até porque nos últimos 40 anos, sempre vi as coisas somente piorarem.

E depois eu que sou saraiva.