quarta-feira, 29 de abril de 2009

Emprego, ilusão e despreparo

Ontem, assistindo ao programa "Profissão repórter" quando cheguei do trabalho, enquanto comia alguma coisa, me dei conta de algumas coisas que já vinha pensando...

Recentemente, em função de uma mini-reforma que precisei fazer, cheguei a algumas conclusões que vou agora compartilhar. Mas antes, quero lembrar da minha mãe, talvez da sua também, que sempre dizia: "Vai estudar meu filho! Se vc quiser ser alguém na vida!". Não sei quantas milhares de vezes eu escutei isso. Tudo bem, normal uma mãe querer o melhor para o seu filho, mas não significa que isso vá ser fácil ou possível. Precisei pintar algumas paredes, trocar carpetes, limpar um ar condicionado, coisas teoricamente simples, mas que demandam tempo, capacidade, experiência, coisas assim, talvez como na minha profissão ou na sua.

Imagina o seguinte. Pedi uns orçamentos para fazer tais serviços. Foi mais ou menos assim:

- R$ 800 para pintar as paredes (um espaço de 30 m2), R$ 500,00 para trocar 12 m2 de carpete. Nem pedi o resto. Isso recomendado por funcionários da loja em que eu estava vendo o material, que por sinal também não é barato. Sinceramente, tive vontade de rasgar meus diplomas e começar a colar carpete, visto que meu trabalho também precisa de experiência, tempo, capacidade, mas principalmente de muito estudo (aquilo que minha mãe recomendou).

Então fiquei assistindo ao programa, que falava de desemprego, crise, das dificuldades que as pessoas passam para arrumar trabalho. E fui remetido a duas questões. A primeira delas. Quem fala que as coisas são fáceis? Quem disse que levar a vida na flauta traz bons resultados?

Claro que jogar futebol é mais fácil do que estudar (e eu tb queria jogar!). Claro que trocar carpete é mais fácil que se formar médico ou engenheiro. Imagine vc engenheiro ganhando R$ 800 por dia! O problema é que nem todo mundo nasceu Ronaldinho! Só o gordo, o gaúcho e o filho do presidente. Mas daí vem a desilusão. Com pouco estudo, ou nada, limpar o chão o dia inteiro pra ganhar R$ 400,00 por mês. Lavar pratos, cortar cana, colher frutas, ou qualquer outro trabalho que não requeira tanta prática, habilidade ou estudo. Mas todos tem pena e acham que deviam ganhar mais, mas o cara que estudou, se dedicou, se formou e ganha R$ 2.000,00 é rico! Esse ganha bem!!!

Daí chego a segunda questão:

- Quem mandou não estudar? Claro, tem pessoas que não conseguem, por N motivos. Tem pessoas que tem outras prioridades na vida. Mas na maioria dos exemplos, todas tem X filhos para criar. No programa apareceu um tiozinho desempregado há 4 meses e com 4 filhos para sustentar. Na hora de fazer ninguém pede ajuda... Depois pra sustentar, pra criar.... Dá-lhe bolsa família, seguro desemprego, dentre outras coisas.

Sei de várias pessoas que tiveram vida dura, e que foram buscar o estudo, a satisfação mais tarde. Mas tentar jogar futebol, passar em concurso publico, ser funcionário da economia informal, não pagar impostos e viver de programas sociais é mais fácil.

Obrigado mãe, pelo conselho. Imagina quando vai ter um programa desses falando do cara que estudou, aprendeu idiomas, perdeu o futebol da quarta e a cerveja da sexta, nem tem filhos e ganha apenas R$ 2.000,00!!!!

Pensei bem, e vou pintar paredes. Vou trocar o carpete. Mas da minha casa! Não da dos outros. Vou fazer como os produtos piratas, nao vou incentivar.

Aprenda a fazer contas. Calcule quanto ganha a sua faxineira, o pintor, o pedreiro, o colador de carpetes e quanto vc ganha. Pergunte se ela quer assinar a carteira, passar a recolher impostos e perder os programas de bolsas!

E depois eu que sou saraiva.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Melhor notícia dos últimos tempos!!!

Eis que a Zero Hora de ontem me trouxe uma ótima notícia!!!

Disseram que estão estudando acabar com o passe arrastão!!! Que insistentemente por 18 anos tentam chamar de passe livre. Foi criado inicialmente para que as pessoas pudessem passear com linhas de ônibus sem precisar pagar a passagem um dia por mês. Mas... o que acabou acontecendo foi uma invasão de pessoas mal intencionadas em locais de grande aglomeração, tipo shopping centers, e gerou uma série de assaltos, arrastões, guerras de gangues ou bondes como chamam, etc...

Fico feliz com essa notícia, pois ganha o cidadão que paga imposto, e que por falta de segurança acaba por não utilizar os benefícios do programa. Claro que tinha gente boa que usava o programa, mas como sempre, o bom acaba pagando pelo ruim.

O triste é ver cada vez mais que a tal da inclusão tem apenas uma mão. Ou seja, vc é obrigado a aceitar pessoas que não são do seu meio infiltradas no seu convívio, mas vc não pode frequentar os locais onde elas vivem. Vou explicar.

Por exemplo, nao se pode barrar a frequência de ninguém no shopping center, no museu ou no parque. Mas quando vc decide ir ao mirante do morro da TV, vc pode? Tem lá alguém pra te garantir o direito de visitar o mirante no dia do passe livre? O morro das antenas da embratel? Tem uma vista lindíssima, mas vc pode subir e ficar lá com sua família sem sofrer aborrecimentos? Claro... que não! Isso falando de Porto Alegre, no Rio de Janeiro se sabe que as melhores vistas estão nos morros, porém, dizem que nem a polícia sobe, imagina vc. Então que direito de ir e vir, que inclusão que nada.

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pontal do Estaleiro


Pontal do estaleiro...

Quanto já se discutiu sobre isso. Outro dia acabei me metendo em uma discussão sobre esse assunto, pois sempre tem quem defende, sempre tem quem é contra.

Sinceramente, vou publicar aqui os mesmos comentários que fiz, que sou a favor de construirem prédios, restaurantes ou outro tipo de coisa que não seja parque, praça, ou coisa pública, visto que esse tipo de lugar só serve para ser assaltado, sequestrado, estuprado ou morto.


De que me adianta ter a orla livre para o porto alegrense se não posso usar? É aquela mesma história, o plano diretor de porto alegre não permitia construção nos morros, daí a tua família não pode ter uma casa lá no passado, daí a favela tomou conta e tem hoje a melhor vista de porto alegre, e vc não pode subir lá. Eles podem descer, no dia do passe livre, mas vc não pode subir.

A prefeitura derrubou todos os bares, alegando que a orla precisava ficar livre, mas esqueceu de uma parte da avenida, que não respeita distância mínima de calçada, e talvez altura máxima permitida. Ora, se a orla precisa ficar livre, porque ninguém pensa em retirar a churrascaria montana ou a escolinha do tricolor da orla? E os clubes náuticos? Vão dar acesso a qualquer pessoa que queira passear na orla?

Duvido. E será que se eu aumentar meu pátio e deixar uma calçada igual a esta das fotos, a prefeitura vai se importar?

O negócio é esperar pra ver. Talvez seja como a história da copa. Para garantir a cidade, prometem tudo, depois que anunciam, é ...não é bem assim, não sei se teremos dinheiro para fazer o metrô...

E depois eu que sou saraiva.


Fotos:
www.tristepoa.zip.net

sábado, 18 de abril de 2009

Trânsito...Lerner... Aquecimento global

Nesse feriado estive visitando a minha sogra, que é assinante de algumas revistas, (ela tem consultório) dentre elas a veja, então aproveito para me atualizar sempre que vou até lá. Infelizmente, li um artigo que falava sobre o Dr. Jaime Lerner, umas perguntas sobre planejamento de trânsito, visto que ele foi citado em algumas oportunidades como mestre em arranjos de trânsito, planejamento e arquitetura.

Lamento pois, imaginava que uma pessoa tão especializada daria respostas mais criativas do que um simples necessitamos de um melhor sistema de transporte público ou que um metrô de qualidade resolveria a situação. Discordo, pois duvido que qualquer brasileiro que tenha a chance de ter um carro, deixe de andar de carro ou de moto para andar de metrô. Duvido que uma pessoa deixe de adquirir um bem que traz status, que te diferencia dos outros para andar de metrô ou em um ônibus com ar condicionado.

E digo isso porque acredito que precisamos ter outras saídas, antes que inventem rodízios ou qualquer coisa punitiva para quem tem ou pode andar de carro.

Imagino o seguinte. Pense que a prefeitura faria uma lei que impedisse qualquer porto alegrense de guiar um carro com mais de 10, 15 ou sei lá quantos anos de uso. Porque os anos de uso? Porque 20 anos atrás, não existiam leis de emissão de poluentes, ou seja, um monza velho, um opala, um chevette, polui hoje, 100 vezes mais do que um gol , palio ou celta. Existe já lei semelhante para ônibus, taxis e lotações. Porque não temos para automóveis? Tudo bem, quem é dono não pode sair no prejuízo, então que a lei seja válida somente em cidades com mais de x mil habitantes.

Isso é só uma saída. Imagine que o governo obrigue os motoristas a terem um seguro. Tipo nos Estados Unidos, Argentina, Alemanha. Ou seja, para voce sair na rua de carro, o mesmo precisa ter um seguro que garanta dentre outras coisas, o hospital de quem for atropelado ou acidentado, o conserto de veículos envolvidos ou algum bem público, como um poste, um semáforo, um hidrante ou uma placa de sinalização. Esse seguro já seria por si só impeditivo, visto que as seguradoras cobrariam um valor maior para segurar um chevette, uma brasília, um fusca, pela idade e pela falta de peças.

Se fala tanto em preservar a vida, o efeito estufa, as sacolas de plástico.... Quantas mil ou milhões de toneladas de CO seriam deixadas de ser emitidas com essa medida? Não importa.... O que vale é o voto! Quem vai ser o político responsável por privar alguém de ter o direito de guiar um carro velho?

Já dão o direito de guiar um carro 100 vezes mais poluidor sem pagar nada de imposto, pois quem compra um zero paga IPVA, e quem anda num monza é isento. Se vc compra um carro flex, custa mais caro em impostos do que manter uma brasília velha rodando ( e poluindo).

Uma pena Sr. Jaime.

E depois eu que sou saraiva.



Vaia


Queria mandar uma vaia, mas não vou citar nomes. Vou aproveitar e generalizar.

Essa semana, conversando com minha fisioterapeuta, ela sugeriu que eu consultasse com dois médicos da confiança e credibilidade dela. Graças a Deus eu não uso o sistema único de saúde, mas mesmo assim, uma das consultas foi marcada para o final de maio, e a outra pasmem, para a segunda semana de dezembro.

Se eu pagasse particular, me atenderiam no dia, mas como era convênio.... Dezembro. Será que tem tanta gente assim indo ao médico, ou os médicos tão trabalhando pouco? ou tem pouco médico?

Se eu depender disso pra viver, morra. Se doer, dane-se, dói em mim. Tem tanta lei pra tanta coisa, mas para o que realmente precisa, ou prejudica... nada.

E depois eu que sou saraiva.

Cotas e raças

Manjado já esse assunto, mas está sempre voltando às páginas dos jornais ou telejornais, as cotas. Sempre tem quem está feliz e quem não concorda com essa decisão. Mas essa semana teve uma situação diferente. Uma moça que se autodeclara parda, e que aparentemente era branca teve sua matrícula cancelada por ter sido reprovada em uma entrevista, um tempo depois de já ter começado seus estudos. Imagino que tenham reparado que era mais branca do que um pardo ou que existiam pessoas que não estavam satisfeitas com a matrícula dela, não sei.

Mas essa é apenas mais uma das leis absurdas que existem em nosso país. Uma lei criada para diminuir a discriminação, acaba discriminando ainda mais, pois fica subentendido que as pessoas que se autodeclaram, tem menos capacidade do que as que não se declaram cotistas. Será que a cor da pele influencia sua capacidade de vencer na vida? A escola pública devia ser um direito de todos e não só de quem é pobre, negro, pardo ou índio.

De qualquer maneira, não concordo que o fato de ser negro ou descender de escravos tenha deixado uma capacidade menor de competir por vagas em universidades, até porque temos um presidente americano que é negro, estudou em Harvard. Temos jornalistas negros na televisão, nas novelas, na política, na olimpíada, mas tudo sem o sistema de cotas, o que prova que é possível competir ou se destacar sendo negro, índio ou pardo.

Tinha ou tem uma frase, que eu concordo plenamente que dizia, não sou racista porque negro não é raça. Se temos um cachorro Poodle por exemplo, ele pode ser preto, branco ou champagne. Mas todos são da raça poodle. Se temos um cavalo Mangalarga, ele pode ser baio, malhado, preto ou branco, mas todos são da raça mangalarga. Mas nós somos diferentes? Somos pretos, brancos, índios (vermelhos) e amarelos (asiáticos) mas somos todos da RAÇA HUMANA. Portanto não podemos ser racistas, se somos todos da mesma raça.

Abro um destaque falando em escolas públicas, para a Dona Marisa Letícia, que após conseguir sua cidadania italiana, foi questionada pela imprensa do porque ela queria o reconhecimento da cidadania, e sua resposta foi "para garantir um futuro melhor para os meus filhos". Claro que ela deve ter informações privilegiadas!

E depois eu que sou saraiva.

Crise da Ulbra


Sinceramente, nunca pensei que ia dar tanto pano pra manga esse assunto da crise da Ulbra. Também nunca pensei que a situação da Ulbra ia chegar no subsolo do poço, pois já está mais pra lá do que pra cá.

Porém o fato que mais me chamou a atenção, foi o de que o ministro Haddad disse que a hipótese de federalizar a Ulbra está descartada. Mas porque?

Será que ele não conhece a Ulbra? Os diversos hospitais da universidade, super modernos e bem equipados, o ou os campi da universidade, com equipamentos de última geração, computadores modernos, biblioteca avançada e completa, sem falar do complexo esportivo... Eu diria assim, dez a zero na UFRGS, que é sucateada e só tem fama teórica.

Acho que erra o governo, pois poderia externar todo esse conforto ou possibilidade de adquirir conhecimento de maneira pública, mas esse não deve ser o interesse do ministério.

Mas quando foi o banco sulbrasileiro que quebrou.... ligeirinho deram um jeito de federalizar o banco!!!! E quanto querem apostar que não vai acontecer nada com o responsável pela crise da Ulbra?

E depois eu que sou saraiva.