terça-feira, 8 de novembro de 2011

As vezes acontecem episódios no nosso cotidiano, que acabam por fazer com que alguns conceitos que tenho mudem. Por exemplo, para que serve a polícia na tua opinião? Eu aprendi quando era criança, a respeitar a polícia, e que polícia servia para cuidar da população, prender bandido, investigar crimes e na época, até cuidar do trânsito.

Hoje, assistindo a televisão, vejo cenas de uma invasão na USP, onde uns 500 policiais da Choque, com coletes, armas, capacetes e escudos, derrubaram as portas da reitoria da universidade e expulsaram os estudantes que lá estavam durante alguns dias, onde invadiram para reivindicar algumas atitudes tomadas pela universidade. Mais tarde, soube que alguns deles foram presos, e que tinham algumas horas para pagar a fiança, caso contrário iriam para o presídio central, mas lembro que recentemente juizes estavam dando liberdade para presos perigosos porque não tinha lugar na cadeia, mas agora para dar mostra de força e poder, querem prender todo mundo.

Não quero com isso, dizer que concordo com a invasão ou que acho que fumar maconha na universidade está correto, mas não entendo porque precisam mandar 500 policiais em uma operação tipo "rambo", sabendo que ali TODAS AS PESSOAS estão desarmadas (por estatuto) e não irão reagir, até porque não são idiotas. Em contrapartida, no presídio de Caxias do Sul, os detentos matam quem eles querem, e os juizes perguntam para eles se podem ou não prender fulano ou beltrano, porque ali a polícia não entra. Isso sem falar, que inclusive aparecem em matérias de televisão brigadianos indo nas casas das pessoas prender carteira de motorista, ou nas ruas fiscalizando IPVA, mas enquanto isso, vagabundo tá na rua, roubando, matando...

Então nessa hora entendo porque as vezes vejo 3 ou 4 viaturas na rua com sirene ligada porque mataram um na vila (e porque já está morto), mas enquanto estão assaltando a sua casa, ou roubando o seu carro, não aparece UM SÓ POLICIAL. Nem se ligar no 190. Enquanto toda aquela " força" policial estava lá na universidade, na parada do ônibus, no caixa eletrônico, alguém estava sendo roubado, sequestrado ou morto, enquanto a polícia está enfrentando estudantes, ou fiscalizando quem tem película escura ou quem tomou um vinho na janta.

E depois eu que sou Saraiva...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pretinho Básico e a igualdade...

Ontem após receber alguns comentários sobre o post, ainda lembrei de outras coisas que remetem a igualdade. Porque não somos iguais na hora de pagar uma taxa social de luz ou de água? Porque somos multados quando estacionamos nosso carro em um lugar proibido, e o cidadão que estaciona sua carroça não? Porque não podemos dirigir com menos de 18 anos, não podemos andar na contramão, enquanto uma carroça pode?

Porque vc paga 50, 80, 100 reais por uma banda larga, se o governo instalou o Wi Max, que é uma banda larga de altíssima velocidade sem fio, no morro Dona Marta entre outros lugares, que não são onde eu ou você moramos? Claro, vai ter um Porã ou Potter da vida que vai dizer, garanto que vc mora num bairro chique, ou que não queria morar num lugar assim. Claro que não queria. Eu queria apenas exercer esse direito de ser igual como eles pregam. Queria ter direito a essas coisas também, afinal, eu e você temos que pagar impostos, luz, água, telefone, entre outras coisas. Queria poder ser igual, e não ser discriminado na hora de pagar as contas.

Eu sinceramente, e como já disse anteriormente, penso que as oportunidades são iguais. Está aí o presidente Obama, que estudou, que é imigrante, que é negro para não me deixar mentir sozinho. Acontece que no país dele, não se deixa proliferar favelas, o voto não é obrigatório e os impostos revertem em melhorias para quem o paga. Aqui, igualdade é sinônimo de Robin Hood, ou seja, tirar de quem tem um pouco, e dividir com quem tem muito (políticos) e com quem não tem nada. Sem melhorias para quem realmente paga.

Isso é que é ser " igual" ...

E depois eu que sou Saraiva.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pretinho Basico

Buenas!

Pois outro dia estava escutando um programa de rádio, chamado pretinho básico, onde um ouvinte encaminhou um email, falando sobre racismo, cotas, homossexualismo e pobreza. Colocou seu parecer sobre o assunto, o qual foi amplamente debatido pelo pessoal do programa, que em parte se colocou do lado do ouvinte, e em parte contra. O seu âncora, Fetter, encerrou o bate papo dizendo que tem amigos negros e viados, e que todas as pessoas são iguais, independente da minoria a qual pertencam, e ainda tive de ouvir um comentário do Potter, dizendo que quem escreveu a carta, devia ser branco e heterossexual.

Não entendi onde queriam chegar, visto que ser amigo de negros ou homossexuais não isentam ninguém de colaborar com a discriminação. Agora, o que é ser igual? Seria como na constituição brasileira que diz que todos sáo iguais perante a lei? Vou propor aqui um exercício de reflexão.

Um juiz rouba milhões de reais, e tem prisão domiciliar, um cidadão pobre, pula um muro e tira cascas de uma árvore para fazer um chá, e vai preso por depredar a natureza em extinção. Um deputado bêbado atropela e mata dois adolescentes, e nada acontece, enquanto eu ou você, se flagrados com um gole de qualquer coisa no sangue, teremos carteira apreendida, multa e dependendo do tamanho do gole, cadeia. Os deputados criam o estatuto do desarmamento, fazem um plebiscito, agora querem refazer. Somos proibidos de ter ou portar armas, mesmo que a polícia não defenda a sua integridade, mas bandidos tem armas mais potentes que as da políciam e fazem uso indiscriminado delas, inclusive quando são pegos, saem logo da cadeia. Um cidadão tem um problema físico, ou uma amputação. Tem direito a fazer concurso público concorrendo com um número menor de pessoas, será que uma perna a menos o faz menos inteligente do que outra pessoa?

O que quero dizer, é que as pessoas são diferentes. E isso que torna as pessoas interessantes. Pelos exemplos que dei, fica claro que não somos iguais. Temos tratamentos diferentes, agimos e pensamos de forma diferente. Uns são loiros, outros ruivos, uns altos, outros magros. O fato de ser negro, não diminui a inteligência da pessoa, assim como não ter um braço. Mas te dá o direito de competir com menos pessoas... ou seja, discriminam você!!!

Lembro de um caso, de um guardador de carros oriundo de outro estado, Ceará, não tenho certeza. Fez vestibular e a governadora entrou em contato com o seu estado natal, pois o mesmo não tinha documentos que comprovassem seus estudos. Entrou por cotas. Queria ver alguém falar que ele se formou, ou que se fizesse uma estatística de quem e quantos entram por cotas (de qualquer espécie, por etnia, por escola pública) e de quantos saem. Quantos se formam ou quantos apenas tiram a vaga de alguém que realmente queria entrar.

E depois eu que sou saraiva!

domingo, 26 de setembro de 2010

Natureza

Pues bien...

Incentivado pelo meu amigo Dr. Enio, resolvi voltar a escrever. Tinha dado um tempo, visto que não encontrava muitos temas polêmicos para debater aqui, mas foi ai que surgiu a idéia de falar um pouco da Europa, dar uma noção para quem nunca esteve aqui, de como as coisas funcionam.

Bom, soube que no Brasil vão começar a cobrar por sacolas de supermercado. Aqui na Europa isso não e novidade. Todos os supermercados cobram e também vendem as chamadas sacolas ecológicas. O interessante e que as pessoas já incorporaram a idéia, e quase todas tem as tais sacolas ecológicas e também, as que não tem, colocam todas as compras soltas no carrinho e depois soltas no porta malas. Não sei como fazem para levar para dentro de casa...

Mas o que não consigo entender, e o fato de que nem só de sacolas plásticas de supermercado vive o mundo. Que o plástico e prejudicial ninguém duvida. Mas é só o plástico da sacolinha que faz mal? Faço essa pergunta pois no próprio supermercado existem outras embalagens plásticas que não são cobradas, e tenho certeza de que vão parar no lixo também. Por exemplo, quando vai comprar frutas e verduras no supermercado, é proibido por as mãos nas frutas. É preciso por uma luva plástica para tocar as frutas e ai que te peguem apertando...

Da mesma forma, se você compra queijo, eles vem fatiados e embalados fatia por fatia, com plástico. Quando você vai abastecer seu carro, a maioria dos postos não tem frentista, e esta a sua disposição uma luva plástica para que não suje suas mãos ao colocar o combustível no seu carro. E tudo isso se usa e se joga automaticamente no lixo.

A única conclusão que consegui chegar aqui, foi que alem de vender a sacolinha plástica e a ecológica, a gente ainda acaba pagando o preço do kg do queijo, da carne ou de outro produto para levar algumas gramas de plástico, e que colocaremos fora logo em seguida.

Ecologia porra nenhuma.

E depois eu que sou saraiva

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Festas

O cara que diz que o Brasil é o país do feriado, nunca veio na Espanha. Já perdi a conta de quantas pontes, e feriados já tivemos aqui. De qualquer maneira, um feriadinho é sempre bom e nem vou reclamar entao!!!

Mas, queria contar a história de um deles. Aqui a ¨semana¨santa, dura umas 3 semanas. É uma semana antes, a própria semana, e uma semana depois. Sao dias de muitas procissoes, muito sofrimento. Acho que eles acreditam que sofrendo vao conseguir diminuir um pouco da carga de pecados que levam nas costas. Para se ter uma idéia, as procissoes sao tipo blocos de carnaval, que saem pelas ruas, e se encontram em um determinado lugar. Só que cada uma delas usa uma roupa diferente, tipo aquelas da Klu Klux Klan, aqueles cones na cabeça, e carregam imagens de Cristo e outros contemporaneos que chegam a pesar 2 mil kg!!! Depois da páscoa, tem a chamada semana branca, onde nenhuma escola ou faculdade tem aulas, e quem pode, vai para as canárias ou mallorca pegar um solzinho e voltar bronzeado.

De qualquer maneira até aí nao tem nada de mais. O legal é quando termina essa semana de 21 dias, vem a segunda feira, que é chamada ¨lunes de aguas¨. Eu ouvia falar desse dia todo santo dia. É o dia que se come ¨hornazo¨. Um pao recheado de diversos tipos de carne. Super forte, mas saboroso. O legal foi quando resolveram me contar o porque da comemoracao do feriado. Dizem que no século XVI, o Rei Felipe II deu uma ordem de que todas as prosts da cidade deveriam ser transferidas para fora da cidade durante a quaresma, para que os homens da cidade evitassem as tentaçoes do pecado da luxuria. Entao a partir da quarta feira de cinzas, as prosts eram levadas para fora da cidade, do outro lado do rio. Lá ficavam até essa segunda feira
sobre a custodia do Padre Putas, que nessa data, as trazia de volta para a cidade, festejado pelos estudantes que levavam o hornazo para que elas se alimentassem bem.

No Brasil tem feriado para negro (consciência negra), índio, árvore, mas pra puta, ainda nao tem!!!

E depois eu que sou saraiva!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rivalidade

Certo dia, cheguei ao ponto de pensar que a rivalidade grenal era mesmo a ¨maior do mundo¨. Grande ilusão. É nessa hora que vejo como funciona o poder da mídia, que nos vende produtos, nos faz acreditar em coisas. Outro dia tive a oportunidade de vivenciar o clima de um jogo Barcelona x Real Madrid, visto que o jogo era na cidade de Barcelona, distante quase 800 km de onde estou, sem falar que para conseguir um ingresso para um jogo desses, tem que ser sócio remido, com cadeira perpétua, ter mais de 80 anos e ter vivos os bisavós.

Aí que começam as diferenças. Ou seja, para entrar no estádio tem que ser sócio. O clube tem um estádio com capacidade para, sei lá vou chutar, 60 mil pessoas, e tem 200 mil sócios. Óbvio que não vai sobrar ingresso para quem estiver de fora. Outros fatores que diferenciam, por exemplo: Eu nunca vi uma camisa do inter pra vender por aqui. Nem em loja de esportes, nem em lojas de futebol, nem em lugar nenhum. Nem do Grêmio. Nem do Flamengo nem de ninguém. Em compensação, todos já vimos camisas (a venda)do Real Madrid e do Barcelona em Porto Alegre, em Tramandaí, em Santana do Livramento. Aliás, a única referencia que consegui dar de Porto Alegre, foi dizer que era a cidade onde nasceu o Ronaldinho Gaúcho.

Agora, o fator mais importante e que na minha opinião, o mais impressionante nesse comparativo, foi que quase toda a população (mesmo torcendo pro Salamanca, pro Sevilla, etc...) torce para esses dois times, meio que como no Rio Grande, que todos, independente de torcer pro seu Pelotas, Guarani, NH, etc..., sempre torce pros times da dupla. Mesmo assim, a flauta aqui é uma coisa saudável, as pessoas não se matam por piadas idiotas do tipo eu sou melhor, eu sou grande ou eu sou campeão. Assistem os jogos em bares, com camisetas, gritam, torcem, e não tem brigas (mesmo tendo bebida). Saem na rua, com bandeiras e nao é necessário ter policia escoltando ou dividindo trânsito das torcidas, coisas de povinho, maloqueiro.

Vamos ver agora, quando chegar a copa!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Idioma 2

O castelhano continua me pregando peças. Sempre tem uma coisa que é meio Denorex, que parece mais não é.

Outro dia desses, passeando por uma das calles peatonales, os nossos calçadões, resolvemos entrar em um bar pra tomar um café, comer alguma coisa, pois o chimarrão tinha dado fome. Aqui na Espanha os garçons meio que não atendem a gente, não limpam as mesas, jogam tudo no chão, uma loucura, e até que a gente se acostume, demora um pouco. Dizem que quanto mais sujeira tiver embaixo ou perto dos balcões e mesas, melhor é o bar!!! Imagina então...

Bom, mas nesse episódio estava eu procurando um café pra tomar, e nesse bar ao invés do cardápio, tinha um quadro na parede com os cafés. Eis que para minha surpresa, achei um café chamado "caralinho".

Isso mesmo, todo mundo sabe que caralho = carajo

Kraleo, pensei. Como vou pedir um negócio desses. Fiquei me sentindo em São Paulo quando vamos na padaria e pedimos um cacetinho.... hehehe

Outra coisa que descobri, foi que bolsa de apostas, ou o nosso popular bolão, que fazemos de mega sena, de futebol, de copa do mundo, aqui se chama PORRA!!!! Além de ser um sobrenome!!!

Hehehehe

Ainda vou quebrar muito a cara por aqui com o castelha!!!


E despues yo que soy Saravia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Idioma

Caraca. Sempre gostei de estudar idiomas. Minha esposa diz que eu tenho facilidade. Acho que é esforço e dedicaçao mesmo. Mas eu sempre entendi que fluência somente é possível quando se tem experiências no exterior. Se pode passar uma vida estudando em casa, na escola de idiomas, mas quando vc chega no outro país, muda a entonaçao, muda o acento, muda tudo, principalmente algumas palavras as quais vc ou nao aprendeu (porque nao fazem parte de contextos) ou nunca ouviu falar.

Essa semana busquei meu filho na escola, e fomos almoçar fora. Chegamos no restaurante, chamado "Gaucho Grill", onde pensamos em comer uma carninha parecida com a que tínhamos em nosso rincao antes de aqui aportarmos. Pedimos, almoçamos, e quando chegou a hora da sobremesa e café, eu pedi a conta. Quando a garçonete, uma argentina que ali trabalha me perguntou:

- Te puedo invitar a un "chupito" ?

Caraleo, pensei. Aqui assim no mais? Na frente de todo mundo? Como assim?

Fiz uma cara de quem nao tava intendeindo e perguntei:

-what a fuck is it?

Ela me explicou que era um copinho pequeno, geralmente servido com licores. Me ofereceu ou um Pedro Ximenes (um licor treeeeeee bom que tem por aqui, onde Pedro Ximenes é o nome da uva) ou um de yerbas. Como já conhecia do tal Pedro, aceitei o de Yerbas.

Depois ela acabou me ensinando o nome dos outros copos. Vaso é o copo normal, e que eu conhecia. Jarra é uma caneca um pouco maior, Baloncito os copos tipo taça e Copa, os de vinho. Sempre bom aprender, para nao cometer errores como eles dizem por aqui, vai que me oferecem outra coisa que eu possa pensar bobagem..., tipo a letra Q.

Calma saraiva!

Un saludo!

terça-feira, 2 de março de 2010

Diferenças 2

Viver em outro país nos faz adquirir novos hábitos. Claro, também faz com que percamos alguns. E um dos que estou tentando perder, é o de ler Zero Hora. Claro, sinto falta de ler sobre o Gremio, por exemplo, mas me desagrada tanto ler notícias como a das gangues que se enfrentaram na redençao.

Esse assunto nao é novidade, visto que inclusive fui duramente criticado quando em outro post, se nao me engano sobre o pontal do estaleiro, deixei minha opiniao de que os espaçcos públicos deveriam aos poucos irem se extinguindo. Calma, vou explicar porque, de novo. Ontem, ao ler a matéria no jornal, vi comentários de pessoas dizendo, nao venho mais aqui, nao trago mais meus filhos aqui. De que adianta ter parques, praças, pontais e outros espaços, se nao os podemos frequentar? Pagamos impostos para ter segurança, saúde, escola, etc... e ainda assim nao podemos usufruir das coisas pelas quais pagamos? Por isso disse e repito, que esses espaços deveriam ser loteados. Ao menos, as pessoas que ali morarem ou trabalharem, irao diminuir um pouco a carga de impostos, visto que aumentaria a arrecadaçao.

Achem idiota ou nao, é um ponto de vista. Aqui em Madri ontem, teve uma passeata pedindo maiores puniçoes para criminosos menores de 16 anos, e olha que aqui nao tem Estatuto da Criança e do Adolescente. A maioria dos crimes aqui sao cometidos por extrangeiros, que se aproveitam da ingenuidade da populaçao, ou de quem nao está esperando o ataque. Aqui, quando se anda pela rua, pode ser 10 da noite, se enxerga diversas pessoas caminhando em parques, andando pelas ruas, pois o turno normal começa mais tarde (o trabalho, a escola, começam as 9 da manha), as pessoas aproveitam mais o tempo livre. E sem medo.

(desculpem a acentuaçao, os teclados aqui nao sao iguais aos brasileiros!!!)

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Diferenças

Cada país tem suas características, seus hábitos, seus costumes. Claro, nada que a gente não possa se adaptar, mas existem algumas coisas que me surpreendem. Aqui na Espanha, onde estamos, matriculamos nosso filho em uma escola particular. Não porque a pública seja ruim como no Brasil, ou tenha assaltantes, traficantes ou coisa parecida. Optamos por uma escola que possui ensino trilíngue. Além das aulas em espanhol, a escola ensina em inglês e francês, com aulas das 9 da manhã até as 6 da tarde.

As crianças usam gravata (inclusive as meninas), todos uniformizados e não se permite usar por exemplo uma roupa de ginástica em horário de usar calça, camisa, gravata e um blusão. Mas o fato que mais me surpreendeu foi de que as crianças tem aulas de civilidade, de comportamento, e na escola!!! Fosse no Brasil iriam dizer que a obrigação seria dos pais, de ensinar em casa.

Além disso, meu filho trouxe um exemplo outro dia que ficamos boquiabertos, talvez por estarmos acostumados com o Estatuto da Criança e do Adolescente, e com as decisões tomadas contra escolas e professores. Disse ele que um colega roubou uns lápis da professora, apagou o nome dela, e escreveu o dele, por não ter trazido de casa. Disse que a professora o chamou de ladrão e mentiroso na frente de todos, e disse que iria chamar os pais dele, além de ter deixado o menino sem recreio por uma semana. Perguntou ao meu filho se no Brasil tinham ladrões nas escolas.

Imaginamos que se fosse no Brasil, iriam demitir a professora, processar a escola e ganhar uma mega indenização. Talvez por isso que tenha menos roubos, menos sem-vergonhice.

E depois eu que sou saraiva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Edital

Edital. "Tudo esta escrito no edital senhor, e se esta no edital é lei." Por que será que o nome não é idiotal, pois quem o escreve deve ser um idiota.

Fiz contra minha vontade um concurso publico. Me senti um bandido de renome internacional. Me fizeram tirar o relógio, escrever apenas com a carga da minha caneta, pois não tinha corpo transparente. Tive de tirar os óculos, tirar a bateria do celular. Sequer a chave do carro
pude deixar no bolso, pois caso eu fosse ao banheiro, seria submetido ao detector de metais. E mais, caso meu celular tocasse ou eu fosse surpreendido portando um lápis que fosse, seria automaticamente eliminado do concurso.

Uma pena que o idiota que escreve esse idiotal não trabalha no ministério da justica ou coisa que o valha, pois no presídio se pode usar celular, até fazer extorções. Claro, não se fez um edital para
admitir presos, logo, não é lei como me disse a imbecil que me recepcionou.

Ao sair tive acesso ao saco lacrado onde tive de depositar meus pertences, saco plástico, daqueles que entopem bueiros e aumentam o efeito estufa. Claro, o presidente disse que ia colaborar para
reduzir! Imaginem e pasmem, nos orelhões tinha um cartaz escrito "interditado", com os fones pendurados, como se alguém muito ninja fosse sair da sala, passar pelos muitos fiscais no corredor, pegar o telefone público ligar para alguem e pedir ajuda numa resposta, num concurso onde praticamente quem erra uma questão, está automaticamente fora.

Agora entendo o sentido da frase não roube, o governo detesta concorrência, afinal, o concurso era federal. Imagine que eu ia gastar um milhão fazendo um sistema de cola eletronica com óculos escuros de cristal liquido, com celulares 3G ou televisao digital, para ganhar pouco mais de 10 mil por mês? Tem deputado que faz isso... E nem precisa fazer concurso!

Lembrei também de outra frase famosa, que diz: "cada um julga os outros por si". Se roubam e sacaneiam, claro que imaginam que eu farei igual.

E depois eu que sou saraiva.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Guerra de torcidas

Cheguei a ficar constrangido, pensando que iria escrever um post chamado " Isso tem que ter fim 4". Como eu disse desde o começo, existem tantas coisas que precisariam ter fim, quem sabe até para abrir espaço para que o trânsito pudesse ser mais respeitado e seguro. De qualquer maneira hoje não tenho intenção de falar sobre trânsito. Além de ter acompanhado na mídia as guerras de gangues (não sei se dá pra chamar de torcida) na cidade de Bento Gonçalves, onde os clubes de Porto Alegre estão fazendo pré-temporada, escutei as declarações dos presidentes dos clubes com relação a atitude que tomarão daqui pra frente para com esses torcedores.

Eu defendo e faz tempo que o acesso tem que ser mais caro, mas o presidente e todo mundo que tem função pública, seja ela governista ou jornalista, sempre defendem que futebol é o pão do povo, que tem que ser barato, mas cada vez mais acontecem esses episódios. Como eu digo, no mundial interclubes e na copa do mundo, se pode beber (aqui não pode), as torcidas não são separadas (ficam mesmo as rivais lado a lado), e a flauta é saudável, sem brigas, sem ofensas, como é nos nossos jogos de final de semana, um dia vc está no time de um, outro no de outro, então a flauta ou corneta é sempre bacana. Quem nunca mandou um mail ou um SMS na segunda feira, quando o adversário perdeu um jogo, um título importante? Essa é a parte bacana.

Mas existem sempre aqueles que colocam o seu time na ponta de tudo. É mais importante que seu emprego, que sua família, que suas necessidades, e acaba agindo de maneira lamentável, destruindo patrimônio, homenagens, machucando pessoas (as vezes do mesmo time), e o pior, SEM PUNIÇÃO.

Claro que tenho certeza que nada vai acontecer, pois para coisas piores como ser preso com drogas, invasão de campo, agressão a jogadores dentre outras coisas, as penas são doar uma cesta básica, comparecer na delegacia na hora do jogo durante duas ou três partidas. E vc que tomou um cálice de vinho vai pra cadeia se te pararem no bafômetro....

De qualquer maneira parabenizo os dirigentes, que disseram que irão banir os responsáveis de seus quadros sociais, e nunca mais vender sequer ingressos para eles. Continuo pensando que isso não irá cessar a violência, tampouco essas barbaridades, mas sempre é um começo. Pensar que vi no domingo o repórter Regis Rosing falando sobre um país da África que agora volta ao futebol, pois no passado suas torcidas se mataram, se encurralaram, claro, por política, mas para nós, futebol é religião, logo, lembrem da Al Qaeda, muçulmanos, guerra santa.

Imaginem onde vamos parar.

E depois eu que sou saraiva.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Isso tem que ter fim 3

Das tantas coisas que imagino, merecessem ter fim, e que sequer são lembradas em campanhas de televisão, queria lembrar das cheias em São Paulo. O que parece aqueles túneis alagados, as ruas cobertas de água. Pensar que dias atrás estavamos vendo candidatos prometendo resolver esses problemas, e que nessa hora, além de não aparecerem na televisão ou no próprio local onde os problemas acontecem, ainda tem a cara de pau de pedir doações de roupas, comida, colchões e etc... como se o dinheiro pago nos impostos, sejam eles quais forem, não fossem suficientes para cobrir estes reparos ou prevenir novos acontecimentos...

Acho que já escrevi outra vez sobre isso, mas como seria interessante se existisse uma fiscalização e multas para organismos públicos, assim como tem para verificar nossas infrações no trânsito. Imagina, deu um problema de alagamento, a prefeitura teria que pagar uma multa de x mil reais. Tem uma rua sem sinalização, ou com sinaleiras sem funcionamento? Multa. Mas claro que não né... São eles que fazem as leis e os tontos que colocam eles lá? NÓS!!!!!

Outro episódio que não consigo deixar passar batido é sobre o ônibus que se acidentou em Porto Alegre. Estão tentando fazer uma conexão entre um motorista que teria cortado a frente do ônibus, fazendo com que ele tenha perdido o controle e batido o veículo. Quero deixar registrado apenas, que tais ônibus que fazem essas linhas chamadas "rápidas", são corredores natos, estão sempre trafegando pela pista da esquerda (pois eles tem pressa), cortam a frente de todos para conseguirem parar nos pontos de parada, ficam pressionando a passagem dando lampejos e buzinadas como se estivessem ameaçando passar por cima. Fácil agora colocar a culpa em um motorista que sabe-se lá não tenha sido pressionado por este ônibus e num ato de despreparo tenha tido uma conduta sem noção, freado, ou jogado o carro para o lado?

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim 2

A fonte de inspiração para os posts que eu escrevo são as bobagens que eu escuto na televisão ou leio nos jornais. Digo bobagens porque na minha opinião existem assuntos muito mais importantes para o coletivo.

Por exemplo, hoje na televisão, vi os apresentadores e os comentaristas falarem sobre um cidadão que estava trafegando na BR 116 com sua família, e estavam algumas crianças em pé nos bancos, sem cinto. Primeiro que chamar aquilo de carro já era para se ofender. Quando digo que são os carros velhos que tem que ter fim, entendo que eles são grandes responsáveis por engarrafamentos, por acidentes, por mortes, simplesmente porque as pessoas que os compram, juntam tudo o que tem para fazê-lo, e não tem condições de pagar mais por segurança nos seus carros. O culpado disso é o legislativo e o executivo que permitem.

Gozado que não vejo o Sr. Lasier Martins, dizendo que é perigoso ou ato criminoso, uma criança dirigir uma carroça na BR 116. Claro, para dirigir carroça, não se tira carteira de motorista, não se tem luz de freio, não se tem placa, o pneu pode estar careca, não precisa triângulo ou estepe, tampouco precisa pagar pedágio ou IPVA. E não satisfeitos com isso, ainda tem jornalista do mesmo programa que faz reportagem e viaja junto com os carroceiros pela estrada, como se isso fosse importante para ser noticiado em um jornal.

Para perguntar se eu quero ter direito a ter arma de fogo ou a ter 4 anos pra presidente eu tenho que votar no plebiscito, mas porque não me perguntam se eu quero conviver com carroças pelas ruas? Ou ter que desviar de carrinhos de papeleiros na PERIMETRAL as 18 horas, porque eles andam na contramão? Ou desviar de uma carroça parada numa via de grande circulação estacionada numa placa de proibido parar e estacionar? A lei não é igual para todos?


Claro que vai ter um idiota que vai dizer, coitados, eles dependem disso pra viver, eles coletam as coisas da rua para vender. Mas porque não se manifestam assim também em defesa das datilógrafas, dos afiadores de faca ambulantes, dos alfaiates, sapateiros, lavadeiras, lambe-lambes e outros tantos que já se foram.

Ah, falando em carroça, o cocô do seu cachorro você tem que juntar, porque tem multa, mas a bosta de cavalo na rua não tem necessidade, pode sujar a vontade.

Ainda bem que para ver esse tipo de matéria eu ainda posso mudar o canal.

Carroça e Lasanha (carro velho, todo remendado de massa plástica)
ISSO TEM QUE TER FIM!!!!!!!!


Seu Saraiva deseja a todos um feliz 2010! Sem carroças!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Isso tem que ter fim


Que me perdoem o Lasier Martins e a Rosane de Oliveira. Mas não aguento mais ouvir falar em acidentes, em feriado prolongado, em violência no trânsito. Sinceramente não concordo com isso, e principalmente com o que disseram os dois anteriormente citados. O primeiro disse que se não existisse a campanha, os números seriam maiores, e a segunda disse que os pardais e lombadas fora de circulação seriam um presente de natal para os infratores.

Eu não gosto de confundir as coisas. Uma coisa é existirem leis, outra coisa é existir respeito. O que falta para nosso povo não é lei, é respeito. Pardal e lombada, todo mundo sabe onde fica, portanto não concordo que o pessoal espere esse dia para acelerar seus carros e querer se matar no feriado de natal.

O que precisa ter fim, é carro velho, carro sem manutenção, carro todo quebrado. Isso sim provoca acidente, e nem precisa ser em alta velocidade. Quantas vezes vemos na freeway carros sem a menor condição de trafegar, andando a 80 ou 90 km/h, chacoalhando tudo, sem freio (sempre vemos um que invadiu uma casa, matou não sei quantos), com a porta amarrada, sem farol ou sinaleiras, sem luz de freio. Reparem nos jornais, sempre que temos uma tragédia, tem um fusca, uma brasília, um corcel, um chevette. Mas estamos sempre lendo que o vilão foi um audi, que passou a 15o, um bmw que foi multado a 160 km/h. Mas sempre somente foram multados, não mataram ninguém, não invadiram nenhuma casa, porque são novos, são modernos.

O que precisa ter fim é a falta de respeito dos organismos públicos, que não dão manutenção nas estradas, nas vias de acesso. Essa semana viajei pela BR 386, e não tem uma linha pintada no chão. Fica tudo preto, com farol desregulado no rosto, não se sabe se está na pista da direita ou esquerda, mas daí se acontece um acidente, ninguém vai dizer que o governo não pintou as linhas da estrada, ou não colocou os retrorrefletores (olho de gato). Isso sim tem que ter fim.

Veja como as coisas tem ângulos diferentes, e como é fácil apenas dizer que as pessoas correm. Lembro que em 1976, na freeway se podia guiar a 120 km/h, de fusca, de brasília e de corcel, sem cinto, sem abs, sem pneu tubeless, ou seja, sem segurança nenhuma, e hoje, que temos tudo... temos que andar a 80.

Se as pessoas tivessem educação, nem precisava pardal.

E depois eu que sou saraiva.

Drummond


Como diria seu pfeifer, isso é uma xinelagem!!!!

Ter que dar como notícia no jornal da globo que vândalos ou ladrões roubaram o óculos da estátua do poeta no rio de janeiro pela milésima vez. E claro, ao invés de dar punição, exemplo, nada, vão colocar uma câmera, para depois dizer que as imagens não falam por si, ou não valem como prova de roubo ou vandalismo. Esse é o país do futuro!!! Só não sei de quem!!!!

É triste, mas fazer o que? Eu já faço a minha parte, doando espontaneamente 1/3 do meu salário com impostos, e sem ter nada em troca, pois preciso pagar por planos de saúde, por segurança privada, seguro para carro, escola para meu filho, faculdade ou pós privada para mim, e ainda tenho que ouvir que roubaram o óculos de novo....

Vai ver que é porque as cadeias estão cheias de pessoas que tomaram um cálice de vinho no almoço, ou uma cerveja no happy hour, não sobra espaço para quem é vândalo ou ladrão.

Vai ser bacana de ver essas coisas na época da copa, até porque nos últimos 40 anos, sempre vi as coisas somente piorarem.

E depois eu que sou saraiva.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Que venha a copa!

Espetáculo!!!!

Que imagens ontem na final do futebol! Torcida invadindo, batendo, depredando... Antes a tragédia já tinha sido anunciada, quando no RJ, eram 20 mil torcedores para comprar 5 mil ingressos....

O cara que tomou o tiro de borracha é notícia, mas não por ter invadido, jogado banco de reservas no policial, batido com tripé de repórter, mas por ter tomado o tiro. O policial carregado não, ele tava trabalhando, tem mais que ser agredido, não é o que parece?

Mas não sei porque a polícia insiste em esperar a desgraça começar, para depois vir com bala de borracha, e a televisão só fala da violência da polícia. Tem coisas que precisam ser reprimidas antes de começar, isso se chama tragédia anunciada.

Hoje se viu torcedores do flamengo se batendo na zona sul do rio, e a polícia em casa. Queria ver se fosse um jogo da copa, o brasil perdendo como em 50, no maraca. Imagina o que essa rafuagem ia fazer.

Sinceramente, não adianta punir o clube. Marginal é marginal. Tem é que aumentar o valor do ingresso, colocar 400 reais. Fazer cadastro com foto, comprovante de endereço. Veja se em final de mundial interclubes acontece isso. Veja se em jogo da seleção acontece isso. Agora me diz quanto custa o ingresso. Mas como sempre, na contramão das coisas, se proíbe a cerveja, se proíbe o rádio de pilha, mas não se proíbe o marginal de entrar no estádio.

Basta ver pelas penas alternativas, te pegam depredando, brigando, consumindo drogas, vc paga uma cesta básica. Agora, se te pegam com meia lata de cerveja no seu carro? CADEIA!!!! 1000 REAIS DE MULTA!!!

Isso é incentivo. E enquanto isso, o presidente não sabe de nada, as imagens não falam por si, o arruda cada vez mais rico. E vc, se preocupando com o seu time, batendo no seu jogador na saída do banco.

Que venha a copa do mundo, assim o mundo vai ver quem é o brasil! Não é aquele do vídeo que apresentaram no Comitê olímpico, nem na FIFA.

E depois eu que sou saraiva.

Inversão de valores


Que tristeza. Pensar que muitas vezes ouvi que o Brasil era o país do futuro... Já se passaram quase quarenta anos da primeira vez que escutei isso, e até agora... nada.

Dizer que o brasileiro prefere ficar brabo com o time do palmeiras, e prefere agredir ao jogador Vagner Love (não que ele não tenha culpa), mas o que a torcida perdeu além do campeonato? Que me dizem então do Arruda? Esse a torcida prefere votar de novo! Eu ao menos lembro dele chorando no escândalo do painel do senado...

Que nada, tava lá de novo, metendo a mão e o povo preocupado com o campeonato brasileiro.

Se isso é o futuro, Doutor Emmet Brown, me leve de volta para o passado!

E depois eu que sou saraiva.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Campanhas na tv/rádio

As redes de televisão sempre tem mania de lançarem campanhas. Muitas delas até tem um bom propósito mas na grande maioria das vezes não as consigo entender. É casa pro Zina, é exame de dna para o fulano, é ajuda pra encontrar o filho do beltrano. Tudo bem, cada um com os seus problemas.

Mas hoje, tomando café da manhã e assistindo ao programa da Ana M. Braga, ela fez um apelo para os ex-presidiários (por coincidência minutos depois de mostrar imagens da torcida do flamengo e do coritiba) que não conseguem emprego e voltam para o crime. Sei que muitos fizeram por fazer, que se arrependeram, mas não posso me ou te comparar com uma pessoa dessas.

Queria ver o dia que vão lançar uma campanha para beneficiar quem não fez nada errado. Quem sempre pagou impostos, quem sempre votou na eleição (porque é obrigado), quem não levou multa nos últimos dez anos, quem estudou, quem se formou, quem paga a escola do seu filho, quem paga seu plano de saúde. Não entendo porque sempre estão querendo ajudar quem não se ajudou. Existe aquela famosa frase, "eu podia estar roubando, mas estou aqui pedindo", mas eu sempre penso, poxa, eu também podia ter matado, assaltado, roubado, mas não fiz.

Dizer que presidiário hoje tem até bolsa, bolsa apenado (olhe no site do ministério da justiça), cada família de apenado ganha R$ 750,00 para garantir que não passe necessidade, mas a família do que foi assaltado, do que foi morto, não ganha nada.

Sinceramente, não tenho nada contra (nem a favor) essas campanhas. Mas queria entender o que as emissoras ganham com isso. Mesmo sabendo que essas pessoas pagaram suas penas, não acho que elas devam ficar transparentes. Se existissem marcas para identificar quem rouba, quem mata, talvez novos criminosos desistissem de aparecer, mas ao contrário, como que numa inversão de valores, parece que temos que apagar tudo, esquecer tudo, e aceitar tudo, pois se não aceita, é discriminação, e isso é crime.

Não vejo a hora, que chegue a copa do mundo, e as olimpíadas, para ver as máscaras caindo. Turista sendo assaltado, hotel sendo invadido. Daí vão dizer que o Robin Williams tinha razão.

E depois eu que sou saraiva.

Providência, alguém tem que tomar


Tomei ciência de um projeto, que tramita na Câmara de vereadores de Porto Alegre - VEJA LINK ABAIXO
(http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2691643.xml&template=3898.dwt&edition=13358&section=1171), onde se discute o tempo máximo permitido ao cidadão de permanecer dentro de um shopping center sem fazer o pagamento do estacionamento. No artigo, o autor do projeto acredita que o tempo de 20 minutos de isenção, é pequeno para que o consumidor possa realizar alguns serviços, do tipo ir ao banco, cortar o cabelo, tomar um cafezinho, etc...

Não acho que ele esteja errado. Também acredito que nos devesse ser ofertado uma série de coisas de maneira gratuita, afinal pagamos impostos. Pagamos impostos com destino líquido e certo, seja para a saúde, seja para a segurança. Mas analisando por outra ótica, entendo que como vereador, eles deveriam legislar sobre problemas da cidade, e não sobre tempo de estacionamento em shoppings. As pessoas vão aos shoppings porque querem, não porque precisam. Ou porque não tem segurança para estacionar na rua, afinal até flanelinha regularizado existe, vc paga para a prefeitura e para o flanelinha.

Afinal de contas, vc também pode pagar contas no centro, fazer lanches, cortar cabelo, ir a lotérica, lojas de roupas, tudo no centro, mas quanto tempo de limite a prefeitura te dá para estacionar na área AZUL? NENHUM MINUTO. Ou vc paga, ou vc paga. Claro, entendo também que é mais fácil mexer no bolso dos outros, sob forma de lei. Você obriga, os outros cumprem.

Da mesma forma, imagino que se algum vereador trabalhasse para o eleitor, fazendo com que serviços como o da EPTC fossem menos burocráticos e mais funcionais, seria bem melhor. Ou então, que se criassem impostos maiores para carros antigos, com mais de 20 anos que hoje são isentos, obrigar veículos que prestam serviços para a prefeitura a terem seus carros emplacados em Porto Alegre, ou serem movidos a GNV ou outro combustível menos poluente...

Talvez empregar dinheiro público em ações mais efetivas do que construir um centro de compras para camelôs que não pagam impostos e vendem produtos piratas ou irregulares. Construir um viaduto, um túnel, um conduto para não alagar as ruas em dias de chuva, coisas que beneficiassem mais do que apenas uma ou duas centenas de pessoas (os donos das bancas no exemplo). Idéias todos tem muitas. Boa vontade e um pouco menos de marketing é que falta bastante.

Alguém tem que tomar uma providência!

E depois eu que sou saraiva.